Na hora de ser letal, ninguém supera o Chelsea de Antonio Conte

Chega a ser impressionante a maneira como o Chelsea, a cada confronto, é a cara do seu treinador. No último sábado (21), pelas semifinais da FA Cup, os Blues deram uma aula sobre o que é ser uma equipe cirúrgica, calculista e estratégica - exatamente como Antonio Conte - diante dos Spurs.



Curta o Pride of London no Facebook



O Chelsea entrou em campo consciente de que a Premier League era a prioridade, mas uma semifinal contra um rival jamais poderia ser deixada de lado. Até por isso, mesmo com algumas surpresas na escalação, o time foi com força máxima pra cima do Tottenham.


Dentre as principais surpresas, destaque principal para Nathan Aké, titular no lugar de Cahill, que se recupera de uma virose. O jovem holandês, revelado nas categorias de base do clube, retornou no meio da temporada a pedido de Antonio Conte, que enxergou talento no jogador.


ESPN.com.br | Willian marca duas vezes, Chelsea vence Tottenham e vai à final da Copa da Inglaterra


Em campo, o número 6 foi importante para conter os avanços dos alas dos Spurs e também pelo jogo aéreo, ainda que tenha vacilado ao não antecipar Harry Kane no primeiro gol do adversário. Mas, em suma, Aké foi gigante e definitivamente é um nome para o futuro dos Blues


Getty Images
Getty Images

Aké teve ótima participação defensiva contra o Tottenham. Kane que o diga


Já Michy Batshuayi não foi tão bem, muito em função boa marcação adversária. Ainda assim, teve uma boa oportunidade, mas cabeceou fraco para a defesa de Lloris. Mas é interessante notar que, para Antonio Conte, Diego Costa não é titular incontestável, até porque está devendo boas atuações há alguns jogos.  


A partida, em si, não foi surpresa para ninguém. O Tottenham tinha a posse de bola e controlou as principais ações do jogo, mas o Chelsea é cascudo.


É time que sabe aproveitar as chances que surgem em meio às situações do jogo, como, por exemplo, numa cobrança de falta executada com perfeição por Willian, e no pênalti, cometido de forma infantil por Son. 



É preciso também elogiar a postura do Tottenham, que nos últimos anos sempre tem complicado para o Chelsea. É uma equipe com excelentes jogadores, principalmente Eriksen, que deu um lançamento milimétrico para Dele Alli igualar o marcador.


Entretanto, a principal diferença entre as equipes é a experiência. Mesmo com o Tottenham em cima, o Chelsea não se desesperou e soube amenizar a pressão do adversário. E a diferença também está nos jogadores - Conte tinha Hazard, Diego Costa e Fàbregas como elemento surpresa. Não deu outra.


O camisa 10 do Chelsea precisou de 33 minutos em campo para provar que está em outro patamar. Além de marcar um gol e dar a assistência para a obra-prima de Matic, cadenciou o jogo nos minutos finais. A bola não desgrudou dos pés do belga. Craque indiscutível.


O triunfo sobre o Tottenham foi excelente em muitos aspectos, mas principalmete para levantar a autoestima da equipe depois da derrota sobre o United. Além disso, foi ótimo para esfriar os ânimos dos Spurs


A Premier League segue em aberto e o Chelsea, nas rodadas finais, seguirá sendo o reflexo do seu treinador: muitas vezes pragmático, mas estratégico e letal