Chelsea queria um clássico, mas ganhou um jogo-treino

Getty Images
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Time completamente unido. Queremos a taça!


O dia 24 de setembro de 2016 foi um marco na temporada. Na ocasião, o gênio Wenger e seus comandados atropelaram o Chelsea em pleno Emirates Stadium. 3 a 0.



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Antes do apito final, Conte já dava sinais que mudaria tudo para o restante do campeonato, a começar pelo sistema tático. Não deu outra. Desde então, os Blues colecionaram a incrível marca de 13 vitórias consecutivas e dispararam na liderança. 


Neste sábado (4), o chocolate aplicado na equipe de Wenger - não exatamente pelo placar, mas sim pela forma que o time se comportou em campo - deixou bem claro as diferenças entre os clubes. Enquanto o Chelsea aprendeu com aquela derrota, o Arsenal seguiu no ostracismo de sempre.


Quando Conte é questionado sobre o sucesso do Chelsea nesta temporada, ele sempre cita a derrota para os Gunners em setembro. Lembra de como sua equipe foi dominada do começo ao fim e que o placar poderia ter sido muito maior. 


Por mais que tenha passado meses após aquela derrota, o sentimento de Conte e os jogadores eram um só: revanche. O primeiro tempo foi equilibrado com chance de ambos os times, mas não demorou muito para que o Chelsea abrisse o placar. 


Aos 12 minutos, o Chelsea aproveitou a fragilidade defensiva do adversário para abrir o placar com Marcos Alonso. 


Na frente no placar, o Chelsea prosseguiu com chances de Pedro e Diego, mas foi o Arsenal quem levou mais perigo, principalmente na cabeçada de Gabriel Paulista e o chute de Özil. Courtois foi gigante. 


A vantagem por 1 a 0 não transmitia total segurança - era preciso matar o jogo. Se Hazard recebeu algumas críticas pela sua performance contra o Liverpool, o camisa 10 chamou a responsabilidade e destroçou a defesa do Arsenal. Desde o meio-campo, demonstou praticamente toda a retaguarda adversário e só parou dentro da área, quando deslocou Cech. 



Como se já não fosse excelente e rotineiro ganhar do Arsenal, Fàbregas ainda deixou o seu após falha de Cech. Deu dó. Giroud, o artilheiro dos gols inúteis, ainda descontou nos minutos finais. 


São doze pontos de distância para o segundo colocado. Muitos já querem entregar a taça ao Chelsea, mas prefiro manter a cautela. Jogo após jogo até o final. 


Courtois segue impecável, assim como o trio de zagueiros. As alas continuam sendo o grande trunfo nesta temporada. Kante e Matic são dois monstros no meio-campo. Na frente, Hazard, Willian, Pedro e Costa tem sido letais. Está sendo simplesmente prazeroso ver esses jogadores em campo. 


C'mon, Blues!