Em Natal, quem entregou os três pontos de presente foi o Xavante

O Brasil não conseguiu vencer o ABC. Foi superado por um gol a zero pelo time que havia perdido os últimos oito jogos. Pior do que ser derrotado foi ver o desempenho da equipe rubro-negra, que errou muitos passes e ainda sofreu novamente com a instabilidade defensiva. É claro que podemos procurar uma explicação - e vamos - mas é o tipo de derrota que tira o tesão de qualquer torcida, por mais apaixonada que esta seja.


É óbvio que o trabalho do Clemer ainda não pode ser avaliado. Não houve tempo sequer para treinar. Recém agora o ex-goleiro campeão mundial vai ter uma semana de trabalho com o elenco Xavante. A meta na competição é óbvia: não ser um dos últimos quatro colocados na tabela. Qualquer discurso diferente disso, hoje, é alucinação.


Jonathan Silva/assessoria GE Brasil

Jonathan Silva/assessoria GE Brasil

Itaqui, por sua vez, fez novamente bom jogo com a camisa do Brasil


Depois de uma vitória suada contra o Paysandu no Bento Freitas, o Brasil mudou de Rio Grande e foi ao do Norte enfrentar o ABC. O time da Baixada buscou manter a posse de bola, algo que já pôde ser visto na estreia de Clemer na casamata, mas o excessivo número de passes errados, a avenida pelo lado esquerdo de defesa e a pouca participação do meio-campo rubro-negro foram suficientes para facilitar a primeira vitória depois de muito tempo do time da casa.




Algo que pode ter contribuído para o desempenho ruim foi justamente a última partida contra o Paysandu, em Pelotas. O Brasil fez das tripas coração para vencer e segurar a vantagem contra o Papão, inclusive por ter permanecido com um homem a menos desde os 30 minutos do segundo tempo, o que inevitavelmente resultou em grande desgaste físico. Soma-se a isso a viagem de avião de mais de 3.300 quilômetros.



Clique e curta a página do Xavante da Baixada



O momento é difícil. A Série B é difícil. E algumas derrotas (como esta) são difíceis de aceitar, apesar de ser algo natural do jogo, apesar de haver explicações plausíveis. O que resta ao torcedor Xavante é apoiar o início de trabalho do técnico Clemer. O sucesso dele e de sua comissão técnica é o sucesso do Brasil, o nosso sucesso. 


Só assim vamos poder comemorar o verdadeiro presente de Natal, em dezembro, após a garantia de mais um ano de calendário inigualável no sul do Rio Grande do Sul. Quem está com a gente?