Brasil 2–1 Paysandu: ‘foi uma vitória com a cara do Xavante’

Foi essa a frase do título do texto dita por meu pai após a vitória rubro-negra por 2 a 1 em cima do Paysandu, na Baixada, no último sábado (22). Com mais de cinco décadas de estádio Bento Freitas, o senhor Krüger resumiu em poucas palavras a forma como a vitória foi arrancada contra um dos times mais tradicionais do futebol brasileiro. 


O Brasil entrou em campo pressionado e na 16ª posição, basicamente o “porteiro” do Z-4. Além disso, foi a primeira partida sem o técnico Rogério Zimmermann na casamata, algo que não acontecia desde o mês de maio de 2012. Portanto, toda desconfiança era justificada. Em seu lugar, o ex-goleiro campeão mundial Clemer fez a sua estreia. 


Divulgação/assessoria GE Brasil
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Estreia com o pé direito: a experiência dentro do vestiário de um ex-jogador campeão do mundo 


Basicamente, a receita para uma possível derrota tinha todos os ingredientes necessários para tal. Porém, com a mudança de postura do time Xavante ao ter mais paciência e circular mais a bola pelo gramado, fora a dedicação de muitos jogadores que até então não haviam demonstrado um grande futebol, como o lateral Éder Sciola, o Brasil dominou o primeiro tempo.


Antes de marcar o primeiro gol, após cobrança magistral de Itaqui, que tem a bola parada como marca registrada, o Brasil já havia acertado o travessão após cabeçada do zagueiro Leandro Camilo. Com o gol, o time rubro-negro ganhou tranquilidade e foi com vantagem para o intervalo.


No segundo tempo, o Paysandu voltou mais perigoso, mas o Brasil conseguiu chegar ao segundo gol, novamente de falta. Desta vez com Nem, que “presenteou” o goleiro adversário com um petardo praticamente indefensável. Aliás, cabe aqui uma informação importante: foi o técnico Clemer, com a sua experiência de goleiro, que aconselhou para que o chute fosse forte, forçando assim o goleiro adversário a trabalhar.


O Papão se atirou ao ataque e fez algumas modificações, entre elas a entrada do meia Diogo Oliveira, o maestro, que foi peça fundamental em nossa campanha passada na Série B. O Paysandu chegou ao gol com um voleio, ou quase isso, do experiente atacante Marcão. 


Para dramatizar ainda mais a situação na partida, o Brasil ficou com um jogador a menos após expulsão de Marcinho. O pequeno e veloz atacante Xavante discutiu com Gualberto, ambos roçaram a cabeça, mas o atleta do Papão foi quem se jogou ao chão - ora, seu juiz, na minha modesta opinião, os dois fizeram exatamente a mesma coisa. A punição ou a eventual repreensão deveria ter sido feita de forma igualitária.


Divulgação/assessoria GE Brasil
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'Neymarcinho' infernizou o time adversário e é peça fundamental do elenco rubro-negro


Com um a menos e com mais de 15 minutos de jogo a serem disputados, fora os acréscimos (cinco intermináveis minutos), o Brasil se segurou como pôde. Com muita marcação e disposição, e com o apoio da torcida que jogou junto, o time da Baixada venceu como há mais de cem anos tem conquistado os três pontos. Com aplicação, raça e na marra. Com tambores, gritos de guerra e pressão no alambrado. 


Como disse sabiamente o meu pai, Adair Krüger, “foi uma vitória com a cara do Brasil”. E é nesse ritmo que a recuperação rubro-negra vai acontecer.