Na Baixada, não faltou pegada ao time Xavante

Após a boa vitória contra o Oeste por 3 a 1, o Brasil voltou a jogar no Bento Freitas na noite da última sexta-feira para enfrentar o Figueirense. Em crise, o time da capital catarinense buscava recuperação na tabela. Já o Xavante desejava carimbar a reação no campeonato. Quem saiu com os três pontos, no entanto, foi o Figueira por 2 a 1, mesmo com um jogador a menos desde os 16 minutos da segunda etapa.


Apesar da derrota que é sempre ruim, especialmente em casa (já são três nesta Série B), o time Xavante não poupou esforços em busca do empate e, de repente, até da virada. Teve raça, teve pegada, teve o que todo torcedor rubro-negro sempre espera de um time verdadeiramente Xavante. Sempre foi e assim deve sempre ser.


Divulgação/assessoria GE Brasil
Divulgação/assessoria GE Brasil

Com Itaqui (foto) e João Afonso o meio-campo Xavante melhorou, mas ainda há o que consertar.


Os erros na partida vão ser discutidos à exaustão. As substituições feitas, o posicionamento de alguns jogadores, as dificuldades impostas pelo Figueirense, especialmente no segundo tempo quando se fechou para segurar o resultado. O gol perdido por Marcinho no último minuto de partida também vai demorar a sair da mente do torcedor, mas faz parte do jogo. Até o atual goleador da equipe perde gols.


Muitas serão as respostas para as diferentes perguntas.


- Poderia ter alçado melhor a bola na área?
- Rogério Zimmermann mexeu bem na equipe?
- A entrada de William Ribeiro, estreante da noite, foi precipitada?
- O Brasil deveria ter buscado ainda mais o jogo pelas laterais do campo, tendo em vista o meio-campo completamente ocupado pelo time catarinense?
- Lincom, Rodrigo Silva ou Gustavo Papa?
- Quem foi o melhor da noite: João Afonso ou Marcinho?


Porém, para uma questão a resposta será a mesma. Faltou pegada? Não, isso não.


O próximo adversário é o Paraná, que demitiu o técnico na rodada. Por lá tem o zagueiro Eduardo Brock (que falhou feio nas duas últimas partidas) e o atacante Cachorrão, dois velhos conhecidos da Maior e Mais Fiel. No ano passado o Brasil venceu as duas partidas contra o time paranaense. Não seria nada mal repetir a pegada de sexta-feira e as vitórias do ano passado.