Em Caxias, Xavante carrega mais do que os três pontos

Foi mais uma noite memorável no estádio Alfredo Jaconi. Uma terça-feira marcada pela vitória por 2 a 1 e a grande exibição rubro-negra. 


Mais do que os três pontos, o Brasil roubou, também, os 100% em casa do time alviverde. Sem delongas, dilacerou a invencibilidade e as frases prontas do rival. No pomposo gramado do Jaconi, colocou para jogar os seus melhores jogadores. Rafinha foi um destes e não perdoou um segundo sequer. Marcou o primeiro, num chute digno de “não-pé duro”, e cobrou a falta e depois o escanteio que originou o segundo gol, feito por Leandro Camilo.


Jonathan Silva/assessoria GE Brasil
Jonathan Silva/assessoria GE Brasil

Rafinha foi o homem do jogo na visão da imprensa local e de Pelotas


Vaiado, xingado e criticado pela torcida da casa, o meia Wagner não chegou a se destacar, mas se manteve concentrado na partida, sem cair em provocações e ainda atraiu muitas faltas e cartões ao adversário. Após o jogo, simplesmente sorriu às câmeras e às arquibancadas. Apenas o suficiente para roubar-lhes a tranquilidade.


O Brasil também estourou os balões de festa e roubou o presente ainda embrulhado que seria entregue à cidade de Caxias do Sul, que completou no mesmo dia os seus 127 anos. O próprio técnico Rogério Zimmermann, em chamas, gesticulou à torcida algo como “tudo isto aqui é para vocês!”. 


Com autoridade, o Xavante terminou a partida colado ao G-4 e com a certeza de que pode queimar muita lenha para novos triunfos, seja contra quem for. 



No próximo sábado, o Brasil recebe um de seus maiores algozes: o Internacional, que tem assustado negativamente torcida e imprensa como nunca antes. Sem vencer o colorado há 21 anos em Pelotas (e há mais de 30 anos, fora) é a chance de ouro para o time da Baixada realizar o crime. Sem chorumelas nem desculpas. 


É a hora. Avancemos com todo o esquadrão!