O que é preciso para vencer o Juventude em Caxias do Sul?

Brasil e Juventude, Juventude e Brasil é sempre um confronto muito esperado. São os dois clubes do interior gaúcho com mais sucessos nacionais, os que fizeram os voos mais altos. Ano passado, em boa parte do tempo o Xavante foi a sensação da Série B. Recém-promovido, fez um primeiro turno de clube com ambição de alcançar mais um acesso nacional. Em 2017, o Juventude é a sensação. Voltou à segunda divisão nacional e logo no primeiro ano é o líder da competição e único invicto.


Portanto, não vai ser fácil enfrentar a papada no Alfredo Jaconi, nesta terça-feira. O que é preciso para vencê-los? Em 2017, Juventude e Brasil empataram em 1 a 1 no Gauchão, em Caxias do Sul. Ambos não fizeram grande campanha no estadual, talvez com o foco no segundo semestre. É sempre uma estratégia de risco, que inclusive desmotiva e cria desconfiança. Por ora parece que a ideia valeu a pena.


É possível buscar inspiração na vitória rubro-negra em 2015 por 3 a 2, em Caxias do Sul, cujos três pontos foram fundamentais para o que seria a promoção Xavante à Série B. Naquele momento, o Brasil tinha no ataque a sua maior arma, composto por Alex Amado e Leandrão. Quem está voando no momento é o centroavante Lincom com quatro gols em três partidas. É um grande começo para uma eventual vitória.


Jonathan Silva/assessoria GE Brasil
Jonathan Silva/assessoria GE Brasil

Em 2015, pela Série C, o Brasil venceu por 3 a 2 com dois gols de Leandrão


A vitória por 3 a 0 diante do Vila Nova, sobretudo a atuação da equipe, é outro ponto a favor. Com Itaqui e João Afonso compondo a dupla de volantes, o Brasil teve mais qualidade no passe e posse de bola. Com isso, o time de melhor campanha fora de casa da Série B pouco conseguiu produzir no estádio Bento Freitas e saiu derrotado. A torcida, inclusive, suplica para a permanência de Itaqui no time titular, este que já vestiu a camisa alviverde e conhece muito bem o time local.


Outro que pode desequilibrar tanto para o bem quanto para o mal é o meia Wagner. Destaque do Caxias no Gauchão, venceu e provocou o time do Juventude daqui a Patagônia. Com certeza vai estar mais do que motivado para enfrentá-los novamente e essa gana, se não utilizada com sabedoria, pode terminar em expulsão. Para a nossa sorte temos na casamata o técnico Rogério Zimmermann que sabe motivar como ninguém um grupo de jogadores.


Mais do que nunca, o elenco do Brasil oferece opções e soluções. A notícia ruim do dia foi a lesão muscular do atacante Elias, que faz grande campeonato e deve parar por pelo menos um mês.


Nas arquibancadas, a torcida do Juventude provavelmente vai comparecer em bom número, assim como os Xavantes  -  mas isso é de praxe, convenhamos. E apesar de líder da competição e dono da casa, não classifico o Juventude como favorito. Em clássico de interior gaúcho não há previsão correta.


Jonathan Silva/assessoria GE Brasil
Jonathan Silva/assessoria GE Brasil

Torcida Xavante: presença garantida


Afinal, e não pensem que não, o técnico Gilmar Dal Pozzo deve ter feito pergunta semelhante. “O que é preciso para vencer o Xavante?”.