A bênção de Zico para o recomeço Xavante

Após um Campeonato Gaúcho frustrante e assustador, com a permanência garantida apenas na última rodada após duas vitórias, quatro empates e cinco derrotas, o que o torcedor Xavante quer neste momento é recomeço. Porém, a “primeira parte” do ano ainda não terminou.


O Brasil enfrenta nesta quarta-feira (26) o Fluminense pela última rodada da fase de grupos da Copa da Primeira Liga no Estádio Los Larios, em Xerém, Duque de Caxias. Com campanhas rigorosamente iguais, a classificação à próxima fase pode ser definida no número de cartões vermelhos e amarelos, nessa ordem. 


Atual campeão da competição, o Fluminense vai entrar em campo com a cabeça na final do estadual, a ser disputada com o Flamengo neste domingo. Para o Brasil a partida vai marcar o pós-Gauchão, cuja caminhada visa o grande objetivo Xavante: assegurar, logo mais, a permanência na Série B do Campeonato Brasileiro. 


O momento é de desconfiança e temor. Até agora, o Brasil anunciou oficialmente apenas um jogador: o volante Itaqui, que já vestiu a camisa do Juventude e estava no São Bento-SP. É pouco. O silêncio durante as contratações é uma prática acertada, mas a 16 dias da estreia na competição nacional e diante dos discursos da direção de que a concorrência com outros clubes é imensa, a torcida rubro-negra não sabe o que esperar.


Não há dúvidas de que jogadores vão chegar, mas as questões que rodeiam as mentes Xavantes são “quando?” e “quem?”. Após contratar em cima da hora para o estadual, o que resultou na péssima campanha, fato admitido inclusive pelo próprio presidente do clube, Ricardo Fonseca, essa falha não pode se repetir no certame nacional, que tem um nível de exigência muito maior e é de suma importância para a reestruturação do clube.


Carlos Insaurriaga/assessoria GE Brasil
Carlos Insaurriaga/assessoria GE Brasil

Zico posou com a camisa e a delegação Xavantes


Para a partida contra o Fluminense, o Brasil realizou os treinamentos no Centro de Futebol Zico. Lá, foi recebido pelo próprio Galinho. Em meio a esse período de mudanças, a recepção feita por um dos maiores camisas 10 da história do futebol brasileiro e mundial, este que já experimentou ser derrotado pelo próprio Brasil dentro do Bento Freitas, foi uma espécie de bênção, na esperança de que os próximos dias sejam melhores.


Zico vestiu de forma genial e inesquecível uma camisa rubro-negra de número 10 e vê-lo receber outra camisa, também rubro-negra, de um clube que um dia o derrotou, na verdade é mais do que apenas esperança. É um ato de fé.