Em Pelotas, seja contra quem for, a cidade é Xavante

A Baixada vai precisar pulsar para que o escrete rubro-negro conquiste mais uma vitória no Gauchão 2017. Afinal, a partida de logo mais é contra o atual campeão da Copa do Brasil, o Grêmio, de Porto Alegre.


Edu Andrade/Fatopress/Gazeta Press
Edu Andrade/Fatopress/Gazeta Press

A raça do experiente Gustavo Papa pode ser mais uma vez o (abençoado) elemento-chave


É bem verdade que o tricolor da capital não vence o Xavante em Pelotas, em jogos de campeonato gaúcho, há mais de 20 anos, mas ainda assim é um jogo diferente. O adversário é mais forte, mais preparado e ainda saboreia a conquista da copa nacional.


A torcida do Brasil fará (e lotará) a sua parte, apesar do preço do ingresso  -  R$ 60, que é o mesmo valor para todos os jogos. Há muita crítica a ser feita à atual política de ingressos do clube, é verdade, mas o foco tem de ser outro às vésperas da partida que começa às 19h30min  - horário que representa outra dificuldade para o torcedor, inclusive.


Aliás, não serão, em grande medida, porto-alegrenses os torcedores que ocuparão os pouco mais de 900 lugares a eles destinados. Nada de anormal. Há dez anos, também pelo estadual, o Grêmio encontrou pouco mais de duzentos gremistas nas arquibancadas do Bento Freitas. 


Nauro Júnior/RBS/Gazeta Press
Nauro Júnior/RBS/Gazeta Press

Em 2007, com gol olímpico do ídolo Claudio Milar, o Brasil venceu o Grêmio por 1 a 0


A cidade ainda é vermelha e preta. Portanto, pouco nos importa a origem dos torcedores adversários. Serão, mais uma vez, minoria.


Queiram ou não, Pelotas é foco de resistência, onde torcedores persistem entrincheirados. Volta e meia o inimigo tenta flanqueá-los, mas até agora em vão. Como certa vez escreveu o jornalista Eduardo Cecconi, os Xavantes são “os gauleses da estação”. O duelo vale mais do que eventuais três pontos.


É por tudo isso que tem de ser uma noite de vitória interiorana no estádio Bento Freitas.