Contra o Xavante, o Leão tem de correr atrás

Brasil-RS versus São Paulo de Rio Grande, ou Índio Xavante contra Leão da Linha do Parque.


Quem não é do Rio Grande do Sul (ou ainda quem apenas acompanha o futebol pela televisão local, que não dá mais do que míseros segundos para o interior) não imagina o tamanho do clássico.


Carlos Insaurriaga/assessoria GE Brasil
Carlos Insaurriaga/assessoria GE Brasil

Em clássico entre rivais desesperados vai sobrar para a bola, coitada


A rivalidade extrapola as linhas demarcatórias do gramado. É um duelo entre cidades. Pelotas e Rio Grande estão a menos de 60 quilômetros de distância. Historicamente é o confronto entre os “sebeiros” (pelotenses) e “papa-areias” (riograndinos). No futebol, é a disputa entre Brasil, Pelotas e Farroupilha contra Rio Grande, São Paulo e Rio-Grandense (este licenciado há mais de 10 anos). 


Diante de tudo isso, é possível compreender melhor a importância do clássico entre Brasil e São Paulo-RG que vai ocorrer neste domingo (5) no estádio Bento Freitas. É o jogo entre desesperados no campeonato gaúcho. O time de Rio Grande tem cinco pontos e é oitavo. O Xavante vem logo atrás com quatro. Quem vencer afunda o rival.


Não há favorito em clássico, mas tem rival que precisa correr atrás do prejuízo. O Sampa é um deles. Eu respeito os números, as estatísticas. Da mesma forma que elas jogam contra nós quando duelamos com Internacional e Criciúma, por exemplo, há momentos em que as contas fecham a nosso favor.


Segundo o brilhante pesquisador Izan Muller, foram 268 confrontos. O Xavante venceu 122 deles. Houve 78 empates e 68 vitórias do São Paulo. A paternidade é escancarada em números, inclusive em Rio Grande. Em 136 partidas na cidade riograndina, o Xavante perdeu 46, mas venceu 43. Sequer o fator casa desequilibrou, como normalmente acontece.


Em Pelotas, os números são inquestionáveis. São 78 vitórias rubro-negras em 131 jogos. De 1913 a 2017, em apenas 22 ocasiões o São Paulo voltou para casa com os três pontos. 


Ora, em tempos de dificuldade qualquer vantagem deve ser celebrada. Portanto, matemática, é sua responsabilidade garantir que a gangorra permaneça a favor do Xavante. Afinal, é matematicamente provável que o Brasil-RS vença o confronto para, finalmente, respirar um pouco mais aliviado.


Carlos Insaurriaga/assessoria GE Brasil
Carlos Insaurriaga/assessoria GE Brasil

'Corre, filhão': Xavante tem 54 vitórias a mais em 104 anos de clássico


Como sempre, os riograndinos vão ter de correr atrás do prejuízo. Não tem outro jeito: o Leão vai ter de pagar o pato, pela centésima vigésima terceira vez.