Em Caxias do Sul, Xavante estreia e arranca empate

Nunca é fácil enfrentar o Juventude dentro de seus domínios, no estádio Alfredo Jaconi. Porém, cá pra nós, também é indigesto estrear logo contra nós, os Xavantes, oras! E mesmo diante das adversidades – pouco tempo de trabalho, adversário complicado, fora de casa, duelo de dois gigantes do interior gaúcho e representantes deste na Série B nacional - o time Xavante foi o que tem sido nas últimas temporadas: regular.


Enganou-se quem pensou que seria uma partida repleta de gols e lances bonitos. Até houve com as boas jogadas produzidas por Aloísio, o novo meia Xavante, que arriscou de fora da área e deixou outros companheiros em condições para finalizar, por exemplo. Porém, o que vimos, e até o que previmos, foi um embate entre duas equipes em reconstrução. Times que evidentemente dão atenção ao campeonato estadual, mas que já projetam neste momento o segundo semestre. É inevitável.


O escrete rubro-negro foi formado por Eduardo Martini; Éder Sciola, Cirilo, Leandro Camilo e Marlon; Leandro Leite, Nem, Lenílson, Aloísio e Jean Silva; e Gustavo Papa. A escalação privilegiou os jogadores que estão há mais tempo (e portanto mais preparados) no clube. O sistema defensivo precisou apelar para os chutões em boa parte do jogo por conta da marcação alviverde. Os zagueiros Cirilo e Leandro Camilo, e até mesmo o ótimo lateral Marlon, recorreram a esse recurso. Não é o ideal, mas bastante aceitável diante das circunstâncias do jogo e por ser a primeira partida oficial do ano.


Jonathan Costa/assessoria GE Brasil
Jonathan Costa/assessoria GE Brasil

Brasil-RS entrou em campo com o time que há mais tempo se prepara para o estadual


Apesar de jogar em casa, o Juventude teve certa iniciativa apenas nos primeiros quinze minutos de partida. A partir daí o sistema rubro-negro começou a engrenar e nitidamente dificultou a vida do time da casa. Inicialmente, Jean Silva e Aloísio levaram perigo ao gol defendido por Douglas – o goleirão, inclusive, aparentou ter o costume de adiantar-se em lances de ataque do adversário. Ah! Imaginem só o que seria se Luizinho Vieira ainda ostentasse a camisa 10 de cor vermelho sangue!


O que alterou o planejamento do Brasil foi a substituição prematura do experiente centroavante Gustavo Papa. Em lance mais para agressão do que disputa de bola, o zagueiro alviverde acertou com o cotovelo a nuca de Papa, que por precaução foi submetido a exames em um hospital local. Em seu lugar entrou Bruno Lopes. Com o novo jogador em campo, o Brasil criou diversas oportunidades para marcar, inclusive com o próprio Bruno quando buscou encobrir o goleiro Douglas. A grande chance, no entanto, foi a bola no travessão após cabeçada de Nem.

No segundo tempo as coisas mudaram um pouco. Rogério Zimmerman sacou Nem para a entrada de Galiardo. Com apenas mais uma substituição possível, o mandachuva rubro-negro precisou ser paciente para não desperdiçar a última cartada. No fim das contas, colocou Wender no lugar de Aloísio.


Jonathan Costa/assessoria GE Brasil
Jonathan Costa/assessoria GE Brasil

Como é de praxe, a torcida Xavante compareceu em grande número


Sem a possibilidade de renovar o ataque com um jogador de velocidade, como o Marcinho, o Brasil se fechou. E depositou a esperança nos contra-ataques, a última arma para sair com os três pontos de Caxias do Sul. Jean Silva, que cumpriu importante papel tático na equipe, tanto para apertar a saída de bola do adversário como para atacar em velocidade, nos últimos minutos estava exaurido.

O Juventude cresceu no jogo e ensaiou uma pressão no final. Apesar de uma maior presença no campo de ataque, bem acima do que conseguiu em toda a partida, não teve forças para arrancar a vitória. Quem conseguiu arrancar mais do que apenas “uma boa estreia” foi o Xavante, que trouxe para Pelotas um importante ponto na bagagem.


Primeira Liga: o rubro-negro volta a campo nesta quarta-feira para enfrentar o Internacional, em Porto Alegre/RS, às 19h30min.