Botafogo 0-0 Grêmio: a segunda chance

Apesar de mais uma linda festa no Estádio Nilton Santos, o resultado não foi como nos sonhos de todos os alvinegros. Na luta pela glória máxima na Libertadores, enfrentamos um adversário duro e provamos do nosso próprio veneno: o Grêmio veio para se fechar e sair nos contra-ataques. Satisfeitos com o empate, os gaúchos amarraram a partida até o final e pouco tentaram jogar. 


Há quem diga, no entanto, que o placar zerado é bom para nós - mesmo que jogando em casa. Isso porque qualquer igualdade com gols no Sul nos dá a vaga, e sair na frente do placar nos daria uma boa tranquilidade para controlar o confronto, já que o Grêmio precisaria virar. 


Satiro Sodré / SS Press / BFR
Satiro Sodré / SS Press / BFR

Mais uma linda festa da torcida do Glorioso


O Glorioso terá a sua segunda chance de transformar um empate em casa em um bom resultado. No mata-mata nacional, ficou devendo contra o Flamengo e sequer ameaçou o gol adversário. Agora, a dificuldade é bem maior; o adversário é mais qualificado, a torcida empurra o jogo inteiro e a viagem promete bem mais hostilidade.


Mas é disso que o time atual gosta. Quando estão todos duvidando, eles vão lá e fazem. Que assim seja. Não ouso duvidar nunca de um time que iniciou, contra esse mesmo Grêmio no ano passado, uma trajetória mágica pela América. A nossa epopéia não merece ter fim. O Tricolor que faça das suas para lá, pois 2017 precisa ser nosso. 


Que os jogadores tenham a exata dimensão do que essa decisão significa para todos nós. Que entrem em campo conscientes de que podem escrever seus nomes para sempre na historia mais gloriosa do futebol nacional. Somos o mais tradicional; não se veste esse manto, tem-se a honra. Vamos em frente. 


Notas


Gatito Fernández: 6,5
Uma ou outra participação na partida. Foi mero espectador. 


Arnaldo: 5,5
Exposto, deu espaços na defesa. Tem a péssima mania de deixar um espaço entre ele e a linha de fundo, de modo que o adversário consiga sempre cruzar. Por sorte, a maioria das bolas de hoje não levou perigo. 


Joel Carli: 7,5
Soberano, mesmo voltando de lesão. Dominou a grande área, cortou todas e ainda arriscou uns lançamentos. 


Igor Rabello: 7
Também muito seguro. Cortou todas, antecipou bolas potencialmente perigosas e ajudou na saída de bola. 


Gilson: 6
Um pouco mais consistente que Arnaldo, mas pouco efetivo nos cruzamentos e bolas paradas. Sofreu um pênalti não marcado pelo péssimo juiz


Matheus Fernandes: 5
Fez alguns bons desarmes, mas errou muitos passes e domínios fáceis. Não viveu uma boa noite. 


João Paulo: 5,5
Ainda visivelmente abaixo na parte física, aparentou jogar no sacrifício. Apagado. 


Bruno Silva: 4
Irreconhecível. Mal posicionado durante todo o jogo, deixou uma avenida no lado direito e prejudicou o desempenho ofensivo e defensivo de Arnaldo. Errou passes, correu menos que o habitual e marcou muito mal. Jogo muito ruim.


Rodrigo Pimpão: 5
Outro que não reviveu seus melhores dias. Hoje, tudo que tentou deu errado. 


Leo Valencia: 6,5
O mais lúcido do meio-campo. Mesmo sem conseguir brilhar, tentou bons lances e comandou o time. Tecnicamente, está muito acima dos outros. 


Roger: 7
Brigou sozinho contra os zagueiros, fez bons pivôs e ganhou bolas quase perdidas. Não recebeu nenhuma bola em condições de marcar. Boa atuação.


Rodrigo Lindoso: 6
Não entrou bem, errando passes e cedendo contra-ataques. Sem ritmo. 


Marcos Vinicius: 5,5
Apagado, entrou para mudar o panorama do jogo e pouco encostou na bola. 


Guilherme: 5,5
Também não conseguiu criar nada de produtivo. 


Jair Ventura: 6
Seu time mostrou postura, mas não funcionou. Marcamos bem e tentamos propôr o jogo, mas não estávamos em uma noite inspirada. Méritos também ao Grêmio, que é um bom time e soube neutralizar nossas tentativas. 


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