Botafogo 2-0 Flamengo: é só querer

No Estádio Nilton Santos, o Botafogo recebeu seu rival sem teto e venceu sem maiores dificuldades. Impondo seu ritmo desde os primeiros minutos, o Glorioso esteve sempre no controle da partida e poderia ter conseguido um placar mais elástico caso a pontaria estivesse calibrada. 


É claro que todos os botafoguenses estão muito felizes com a vitória sobre o rival, mas uma pergunta, inevitável e incansavelmente, segue ecoando em nossas mentes: por que o time não jogou dessa maneira em pelo menos um dos jogos da semifinal da Copa do Brasil


Esse time, quando quer jogar como o Botafogo de 2017, bate de frente com qualquer clube da América. Vontade, aplicação tática, sede de vitória - tudo o que não vimos nos dois jogos da outra competição - são o diferencial desse grupo. Para nossa sorte, ainda há uma chance para se redimirem; a Libertadores é logo ali, e seu próximo capítulo começa na próxima quarta-feira.


Vitor Silva/SSPress/Botafogo
Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Matheus Fernandes fez boa partida contra o rival Flamengo


Na noite deste domingo, derrotamos clube fabricado na década de 80 e conquistamos a segunda vitória seguida no Brasileirão, dando um salto na tabela e aproximando-se do G6. Neste momento, como os dois finalistas da Copa do Brasil estão entre os seis primeiros, estaríamos na pré-Libertadores de 2018 - o que é importante administrar caso o pior aconteça na Copa atual.


Embora o gosto amargo da Copa do Brasil ainda permaneça na boca, é justo valorizarmos mais esta grande vitória. Em nossa casa, mandamos nós. É tradição, não é moda - e nem nunca vai ser. Enquanto o Botafogo ajudava a construir a historia do futebol brasileiro, a galera da lagoa nem sonhava em ser relevante com a bola nos pés. Zico treme até hoje, dito pelo próprio. E quem não gostar pode sentar e esperar acabar o texto, como fizeram naquele jogo em 1944. Aqui não, mulambada. 


Vamos ao Grêmio. Vamos à Libertadores. A glória ainda nos espera. 


Saudações Alvinegras!


Notas


Gatito Fernández: 8
Duas ótimas defesas e muita segurança debaixo das traves. 


Arnaldo: 7,5
Mais uma partida bastante consistente. Fechou bem na defesa e tentou lá na frente - pode, apenas, ser menos afobado na linha de fundo. Se continuar assim, pode tornar-se uma boa opção. 


Marcelo: 5,5
Não viveu uma boa noite. Errou passes, furou e não dominou bolas fáceis. Vai se recuperar. 


Igor Rabello: 7,5
Muito bem no confronto com Guerrero. Ajudou também na saída de bola, além de cabecear a bola na trave no lance do 1º gol. Muito boa partida.


Victor Luis: 7
Ganhou todas na defesa. Faltou caprichar no campo de ataque.


Matheus Fernandes: 7
Começou mal, errando passes demais no campo defensivo, mas se recuperou e fez bom segundo tempo. Fez bons desarmes e protegeu nossa intermediária.


Bruno Silva: 7
Foi bem no ataque, dando assistência para o segundo gol. No entanto, não foi o mesmo de sempre na cobertura defensiva, deixando espaços e não cobrindo as subidas de Arnaldo. 


Leandrinho: 7
Fazia bom jogo em sua nova função, ajudando na marcação e distribuindo a bola na saída de jogo. Numa dividida, acabou se machucando mais uma vez; como está sem sorte nesta temporada. 


Leo Valencia: 8
O grande destaque do jogo. Em sua melhor partida com nossa camisa, soltou bastante a bola, fez ótimos cruzamentos, passes e lancamentos. Além disso, partiu pra cima e deu velocidade ao meio-campo, aumentando a dinâmica de jogo. Agora que "estreou", a expectativa é manter o nível. 


Rodrigo Pimpão: 6,5
Embora tenha errado muitos passes bobos, sobretudo no primeiro tempo, cedendo contra-ataques perigosos para o adversário, recuperou-se e fez um bom jogo. Muita entrega. Não pode sair deste time. 


Roger: 7
Fez dois gols de centro-avante, mas também desperdiçou outras ótimas oportunidades. Como vencemos, não farão falta. 


Dudu Cearense: 6
Fez o básico e não comprometeu. Ajudou na marcação, mas não caprichou nos passes. 


Guilherme: 6
Pouco acrescentou no pouco que ficou em campo. 


Fernandes: 6
Outro que também pouco tocou na bola. 


Jair Ventura: 7,5
Usou os 14 dias de pausa para nivelar o time fisicamente e testar novas alternativas, como o 4-1-4-1 com Leo Valencia e Leandrinho juntos por dentro. Com o time revigorado e a vitória sobre o rival, o time vai embalado para o jogo do ano contra pela Libertadores. 


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