Botafogo 1-0 Grêmio: sete vezes Gatito

O Botafogo abriu o segundo turno do Brasileirão com uma importante vitória no confronto dos nossos reservas com os do Grêmio. Após perder duas vezes consecutivas no Estádio Nilton Santos, contra São Paulo e Palmeiras, o Glorioso reencontrou o caminho dos 3 pontos no torneio nacional. Com o triunfo, o Glorioso saltou da 12ª para a 8ª posição e voltou a se aproximar do bolo da briga pelas seis vagas na Libertadores. 


Conseguir um gol logo aos 6 minutos de bola rolando nos passou a falsa impressão de que a vitória seria tranquila. No entanto, a bela troca de passes que resultou no primeiro gol de Leandrinho no Brasileirão não facilitou em nada a nossa missão. Com um ataque veloz e perigoso nas bolas paradas, o Grêmio martelou nossa intermediária atrás da igualdade no placar. 


Esbarrou nas boas defesas de Gatito que, em mais uma marcação bastante duvidosa, agarrou o seu sétimo pênalti na temporada. A arbitragem do senhor Wagner Reway, aliás, foi bastante tendenciosa. Faltas e cartões para um lado não tinham o mesmo critério para o outro; no pênalti, sua convicção foi assustadora, já que nem com os replays tivemos certeza do toque no braço de Matheus Fernandes. Já virou rotina no Brasileirão e, pior, quase sempre dentro de nossa casa. 


Vitor Silva / SSPress
Vitor Silva / SSPress

Gatito fez milagre e defendeu mais um pênalti pelo Botafogo


No entanto, valorizemos o jogo: embora poupando praticamente todos os titulares, as duas equipes buscaram o gol e proporcionaram um jogo bastante agradável. Se o Grêmio esbarrou em nosso goleiro, o Botafogo pecou pela individualidade e falta de pontaria. A vitória poderia ter sido bem mais tranquila do que foi, poupando nossos corações para os confrontos decisivos das próximas semanas. 


O ponto negativo foi a individualidade que o setor ofensivo mostrou em alguns lances. Valencia voltou a prender a bola e irritou Guilherme; nervosinho, ele decidiu retribuir a "fome" e isolou a bola, de frente para o gol, enquanto dois companheiros invadiam a área, totalmente livres, um de cada lado. Hoje não fez falta, mas esse tipo de comportamento pode nos comprometer seriamente no futuro - além de não combinar nem um pouco com as características que nos trouxeram até aqui. 


Importante registrar também que, com duas ou três contratações, a nossa equipe reserva acabou ficando também bem mais encorpada, possibilitando que Jair tenha confiança de rodar o grupo e preservar as principais peças para os jogos de maior importância. Ter um elenco homogêneo é um dos segredos para uma temporada regular, sem sustos e com equilíbrio físico. Ninguém repete ótimas campanhas como a nossa atual sem um planejamento decente. 


Com as duas vitórias desta semana, a expectativa é que a torcida não tenha desculpas para não lotar novamente nossa casa - desta vez, contra aquele rival que não tem estádio e é filho da mídia. As vendas ainda não engrenaram e temos só mais dois dias de compra antecipada. Não deixe de comparecer e dar seu apoio a esse grupo dedicado e merecedor. Vamos fazer historia!


Notas


Gatito: 9
Boas defesas com a bola rolando e mais um pênalti defendido - o sétimo em 2017. Responsável direto pela vitória. Monstro!


Arnaldo: 5
Levou a pior no duelo com o rápido Everton e também errou alguns passes na saída de bola, prejudicando os contra-ataques. De positivo, uma linda arrancada que quase resultou em gol. 


Marcelo: 6
Bons cortes pelo alto e eficiência nos desarmes. Pode caprichar mais nos passes. 


Emerson Silva: 6
Um pouco mais seguro, recuperou-se da sequência de péssimas atuações e, ao menos, não comprometeu. Se virou bem contra os atacantes reservas do Grêmio. 


Gilson: 5
Assim como Arnaldo, não fez um bom jogo. Precisa evitar faltas infantis como a que fez em frente à área e acabou gerando o pênalti. Muitos passes e cruzamentos errados. Precisa melhorar visando o confronto da Libertadores, quando será titular. 


Matheus Fernandes: 6,5
Ajudou na transição ao ataque e deu velocidade às puxadas de contragolpe. Mesmo que a bola tenha explodido no ombro, não pode arreganhar o braço ao saltar na barreira, como fez no lance do pênalti. 


Leandrinho: 7,5
Jogando na linha central, mais recuado do que o habitual, rendeu muito bem. Deu qualidade à saída de bola, mostrou boa movimentação e fez até alguns desarmes. Seu deslocamento no lance do gol foi muito inteligente. É muito bom vê-lo mostrar seu verdadeiro potencial nos profissionais. 


Bruno Silva: 7
Dosando forças, ajudou a cobrir os buracos deixados por Arnaldo e também chegou com perigo à frente. Eu teria o poupado, mas é inegável a sua importância para o funcionamento do meio-campo. 


Guilherme: 4,5
Voltou a ser o jogador que irrita até um monge. Após boa atuação contra o Nacional, novamente desperdiçou jogadas por prender demais a bola. Nem os dribles, sua melhor característica, funcionaram hoje. 


Léo Valencia: 5
Começou muito bem, dando dinâmica ao meio-campo e acelerando o ritmo dos ataques. Distribuiu bons passes e iniciou jogadas importantes, como no lance do gol. Já na segunda etapa, cansou e quis decidir sozinho, cometendo o mesmo erro da partida contra o Cruzeiro. Sabemos que está ansioso para corresponder às altas expectativas, mas não é assim que vai conseguir. Tenhamos paciência. 


Brenner: 6,5
Sem receber bolas em boas condições, voltou para buscar jogo - e foi importante, dando bela assistência para o gol de Leandrinho. Ainda não teve uma chancezinha de mostrar sua especialidade, que é marcar gols. 


Fernandes: 6
Embora tenha entrado cedo, pouco participou do jogo. 


Victor Luis: 6,5
Entrou para tirar Gilson da marcação e dar mais solidez ao sistema defensivo. Fechou espaços por ali e ainda foi perigoso ao subir ao ataque. Fará muita falta na Libertadores.


Emerson Santos: 5,5
Não comprometeu, mas sua falta de interesse é inacreditável. Deveria mostrar mais respeito ao clube que o revelou. Parecia estar ali de favor, ao invés de demonstrar algum profissionalismo. Chegou ao cúmulo de reclamar do aquecimento, já que "não entraria mesmo". Infelizmente, entrou. Deveriam dar chances ao menino Fernando que, ao menos, demonstra muita vontade de estar no clube. 


Jair Ventura: 7
Fez o time reserva funcionar e criar boas jogadas no campo de ataque. A compactação do meio-campo esteve satisfatória, enquanto a defesa se virou bem. Precisa cobrar com veemência o fim do individualismo, pois isso pode nos custar caro. 


| Seja sócio-torcedor Sou Botafogo


| Siga-me no Twitter: @pedrochilingue


| Garanta já o seu ingresso para o clássico contra o Flamengo clicando aqui