Botafogo 2-0 Nacional: respeita um pouquinho mais

Sem sustos. Foi assim que o Botafogo lidou com a partida de volta das oitavas de final da Libertadores após ver dois brasileiros serem eliminados em casa na noite desta quarta-feira. Com dois gols em menos de 10 minutos, o Glorioso liquidou a fatura e apenas administrou durante os 80 restantes. Com 40 mil pessoas no Estádio Nilton Santos e uma linda recepção na entrada da equipe, a noite foi de festa em nossa casa. 


Assistir ao Botafogo em mata-mata tem sido um imenso prazer. Não sabemos se vai ganhar ou perder, mas temos a certeza de que nossos jogadores honrarão essa camisa e lutarão do apito inicial até o apagar das luzes. Para o nosso elenco, não há bola perdida. A vontade de fazer historia é sempre maior que qualquer adversidade. Mais que um time, eles são uma família; juntos, lutam um pelo outro e, consequentemente, por todos nós. 


Nos últimos dias, andei bastante instrospectivo. Ao assistir ao vídeo do amigo José Passini, que desenha poetica e linearmente a nossa trajetória nos últimos 4 anos, pude relembrar alguns momentos de bem menos pompa e glamour, mas sempre com o mesmo amor; os perrengues e as tristezas que passamos desde a virada do século, hoje, só servem para aumentar ainda mais a dimensão do nosso feito. Mais do que nunca, merecemos coroar tamanho esforço com um título de expressão e alavancar uma nova época de glórias.


Vitor Silva/SSPress/Botafogo
Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Torcida fez linda festa e time correspondeu em campo novamente


Há alguns meses, deixei de desconfiar desse time. Deixei de pensar, sob qualquer perspectiva, que eles não conseguiriam algo. Uma vitória, uma classificação, um título; afinal, será uma taça tão maior do que o que já construímos até aqui? Todos nós a queremos, mas ela é apenas a cereja do bolo. Saber curtir o momento atual é também muito importante, principalmente para quem, há menos de 3 anos, foi rebaixado e dado como falido.


Para não falar apenas de coisa boa, dedico aqui um parágrafo ao Nacional. Estava eu pronto para elogiar a postura dos uruguaios, que cantaram e apoiaram seu time mesmo com o 3 a 0 no placar agregado, mas perderam todo o mérito no fim do jogo - em campo e na arquibancada. Entradas violentas e cadeiras quebradas, incitações à violência e um vandalismo desproporcional. Lamentável que não saibam perder. Que voltem para casa presos ou chorando.


Quem quer fazer historia, no entanto, não pode parar. É hora de repetirmos a festa e lotar novamente o nosso estádio para o confronto de quarta-feira, contra os mulambos sem teto, pela Copa do Brasil. Estamos a 4 jogos de um título nacional e vamos lutar por ele até a última gota de suor. O Botafogo somos nós.


Notas


Gatito: 7
Seguro, fez duas boas defesas nas únicas vezes em que foi exigido.


Luis Ricardo: 6,5
Ainda recuperando o ritmo, alternou bons e maus lances. Ainda assim é, disparado, a melhor opção para nossa lateral direita.


Joel Carli: 7
Muito bem nos cortes e desarmes. Fechou bem o lado direito junto com Luis.


Igor Rabello: 7,5
Voltou a jogar bem e não deixou passar nem pensamento. Com confiança, jogou até em linha alta em alguns momentos.


Victor Luis: 6,5
Boa partida, fechando bem o setor defensivo e ajudando nas subidas do Pimpão. Vacilou ao ciar na pilha dos uruguaios e será desfalque importante contra o Grêmio.


Matheus Fernandes: 7
Ainda que tenha feito boa partida, não engrenou o futebol que pode mostrar em grandes jogos. Mesmo assim, correu muito, fez alguns desarmes e iniciou contra-ataques. Bom jogo.


Rodrigo Lindoso: 7
Discreto, fez seu trabalho sujo. Desarmou, protegeu nossa intermediária e distribuiu o jogo a partir do nosso campo.


João Paulo: 8,5
Uma assistência, muita raça, bons passes e importante na marcação. Mais uma vez, o melhor do time - mesmo sem a toca.


Bruno Silva: 8
Com sua intensidade finalmente de volta, é a cara do mata-mata. Gol importantíssimo logo nos primeiros minutos e muita dinâmica no meio-campo. Peça muito importante.


Rodrigo Pimpão: 7,5
Fez um gol que é sua marca registrada: insistindo na jogada até o fim, mesmo que seja o último a ainda acreditar. Seu jogo como extremo melhorou após alguns jogos apagado.


Roger: 7
Boa atuação. Brigou com os zagueiros - algumas vezes sozinho -, fez o pivô e deu bons passes. Quase acertou uma linda assistência de primeira. Para coroar a atuação, só faltou calibrar a pontaria.


Guilherme: 7
Entrou bem e, por incrível que pareça, soltou a bola. Perigoso nas costas da marcação, puxou bons contra-ataques. Se jogar sempre com essa seriedade, será útil.


Dudu Cearense: 6,5
Com o jogo resolvido, conseguiu acompanhar o ritmo e quase fez um gol em escanteio.


Gilson: sem nota
Atuou por poucos minutos.


Jair Ventura: 8
Seu time continua voando no mata-mata. Não sei se foi orientação de vestiário, mas o time pisou em campo determinado a matar o jogo já nos primeiros lances - e deu certo.


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