Botafogo 2-1 Sport: três pontos sob os olhares de Tite

Reprodução Facebook / Botafogo Oficial
Reprodução Facebook / Botafogo Oficial

Tite, técnico da Seleção Brasileira, esteve no Niltão para acompanhar a partida


O torcedor botafoguense já está acostumado às emoções proporcionadas por esse time que não para nunca de lutar. No entanto, além de toda a festa habitual em nossa casa, hoje o Estádio Nilton Santos recebeu um convidado ilustre: Tite, o técnico da Seleção Brasileira, esteve em um dos nossos camarotes e testemunhou um bom jogo de futebol. 


A bancada balançou logo no primeiro lance da partida, quando o Glorioso abriu o placar e nos iludiu fazendo parecer que seria fácil. Mas o embalado Sport, que vinha de 4 triunfos consecutivos, empatou a peleja minutos depois em bobeira coletiva da defesa. Na sequência, a lesão do Arnaldo, o terceiro lateral-direito que perdemos só nesta temporada, proporcionou o retorno de Luís Ricardo, ovacionado ao voltar aos gramados depois de 10 meses parado. 


O adversário era embaçado, espelhava nossa proposta de jogo e nos deixava sem saída pro campo de ataque. O Alvinegro, por sua vez, não vivia uma noite muito inspirada. Passes errados, decisões equivocadas e, nas poucas chegadas com perigo, esbarrava em Agenor - o reserva de Magrão. É normal que goleiros adversários façam grandes partidas contra nós, mas consagrar o suplente de novo ia ser complicado; já bastaram Júlio César e Douglas. 


Na segunda etapa, o jogo foi mais aberto. O Sport, apesar da cera, tentava sair um pouco mais pro campo de ataque e dava espaços na intermediária. Mas ainda que tenhamos aumentado o volume de jogo, esbarrávamos na falta de criatividade no campo ofensivo. Apertamos, criamos chances na marra, martelamos e insistimos na pressão até sair o gol da vitória. Festa do nosso povo, cerveja voando e abraços em desconhecidos. Era mais uma vitória do Botafogo.


Mais uma vez, o espetáculo foi prejudicado pela arbitragem. Em um bom jogo, com duas equipes qualificadas, o árbitro conseguiu chamar atenção ao inverter lances fáceis e mostrar muito mais rigor nos cartões para o Botafogo. A fera é Ricardo Marques, figurinha carimbada, odiado por várias torcidas do Brasil e, claro, também árbitro FIFA. Imaginem a qualidade dos que não são. 


Tite talvez não tenha observado algum grande destaque individual; mas, certamente, saiu satisfeito por ver um bom jogo e admirado com um time que nunca desiste dos três pontos. Sorte a nossa, que podemos ver esses guerreiros toda semana em nosso estádio. Que o grande treinador da nossa Seleção consiga levar um pouco do espírito Glorioso ao Canarinho que tem nosso DNA em praticamente todas as suas conquistas. 


Notas


Jéfferson: 6
Uma ou duas boas intervenções, mas falhou no gol ao espalmar a bola pro meio da área. Tem crédito. 


Arnaldo: 5,5
Vinha afobado e saiu machucado com cerca de 15 minutos; ainda assim, teve tempo para deixar Durval completamente livre no 2º pau no lance do gol de empate. 


Joel Carli: 7
O xerife que já conhecemos. Cortou várias pelo alto, fez bons desarmes pelo chão e ainda foi ao ataque pra dar uma assistência. 


Igor Rabello: 7
Mais uma ótima partida do nosso general. Seu índice de desarmes e cortes é altíssimo. Precisa só caprichar mais nas subidas ao ataque. 


Gilson: 4
Destoou do restante do sistema defensivo. Taticamente muito mal, deslocava-se ao ataque e não voltava nas perdas de posse. Muitas vezes posicionava-se fora da lateral, obrigando o time a se desmontar. No ataque, foi bem apenas na bola parada que originou o 1º gol. 


Rodrigo Lindoso: 8,5
Excelente partida, o melhor em campo com folgas. Além do gol, desarmou várias, cobriu espaços, fez seu trabalho de formiguinha e distribuiu bem o jogo a partir da nossa intermediária. Sua renovação de contrato o inspirou a fazer um grande jogo. 


Matheus Fernandes: 6
Alternou bons e maus momentos. Sua oscilação é bastante natural e a torcida precisa ter paciência. Fez bom desarmes, mas errou muitos passes. 


João Paulo: 6,5
Bem na parte defensiva, deixou a desejar no ataque. Na parte final do jogo, melhorou e apareceu com mais qualidade no campo ofensivo. Incansável e muito importante. 


Rodrigo Pimpão: 6
Embora tenha levado perigo ao gol adversário em três boas oportunidades, não fez um bom jogo no geral. Já dá indícios de desgaste e precisa de alguém pra revezar na função de extremo. 


Marcos Vinícius: 6,5
Muitas vezes, brigava sozinho no meio-campo. Suas características o destacam, com boa velocidade e bom drible. Mesmo sem muita inspiração, colaborou. 


Roger: 7
Segunda boa partida consecutiva. Lutou bastante - muitas vezes sozinho, principalmente nas bolas pelo alto -, fez o pivô várias vezes e deu assistência para o gol da vitória. Saiu muito aplaudido. 


Luis Ricardo: 6
Em seu retorno inesperado após quase um ano parado por lesão, esteve naturalmente muito sem ritmo de jogo. No entanto, defensivamente deu mais segurança que Arnaldo. Tímido no apoio. 


Guilherme: 5,5
Fez o gol da vitória, levando o estádio ao delírio e dando mais 3 pontos ao Botafogo. No entanto, errou todo o resto. Prendeu a bola, errou passes fáceis e irritou os companheiros e a torcida. Dentro da sua proposta de jogo, ao menos foi decisivo.


Leandrinho: sem nota
Jogou cerca de 10 minutos e pouco interferiu. Precisa de mais tempo em campo.


Jair Ventura: 7
Superou bem as ausências de Victor Luis e Bruno Silva, peças importantes do time. Seu time vem conseguindo melhorar o jogo com posse de bola, o que é importante. Vitória é importantíssima pra colar de vez no grupo da frente.


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