Vitória 2-2 Botafogo: é hora de subir o tom da cobrança

Após perder pro Santos fora e tropeçar no Coritiba em casa, o Botafogo empatou com o Vitória no Nordeste - um resultado normal na teoria, mas que aconteceu de maneira completamente inaceitável em campo. Depois de mais um tropeço no Brasileirão, é hora de subir o tom da cobrança.  


O Alvinegro foi ao Barradão com a missão de recuperar os pontos perdidos nas últimas rodadas e tirar o atraso em relação ao G6. Nos primeiros 45 minutos, a atuação foi muito boa. Com o time ligado e mordendo no meio-campo, os extremos faziam o jogo ofensivo fluir. Abrimos 2 a 0 e poderia ter sido mais, caso tivéssemos algum armador e um atacante com mais mobilidade. 


Edson Ruiz/Coofiav/Gazeta Press
Edson Ruiz/Coofiav/Gazeta Press

Matheus Fernandes teve boa atuação em Salvador


Fomos para o intervalo bastante satisfeitos, pois superávamos não só o Vitória, mas também os desfalques e as carências do elenco mais uma vez. Bastaria apenas voltar a campo com a mesma aplicação e administrar o resultado, aproveitando o desespero do fraquíssimo Vitória para matar o jogo no contra-ataque. 


Logicamente, não foi o que aconteceu. Mesmo sem ser pressionado constantemente, o Botafogo conseguiu sofrer dois gols bizarros e jogar no lixo dois pontos. Já sem fôlego, não teve forças nem criatividade para ir à frente buscar o gol da vitória. Com a entregada, o Glorioso deixou de pular à 4ª posição e ficou apenas na 12ª, perdendo a chance de se infiltrar no pelotão da frente e acumular alguma gordura, já que disputa três competições. 


Enquanto vacilava no presente, o Glorioso também estava de olho no futuro. Isso porque, quase no mesmo horário da partida, rolava a cerimônia do sorteio das oitavas de final da Copa Libertadores. No mata-mata sul americano, enfrentaremos o Nacional-URU em julho e agosto - primeiro fora, depois em casa, em datas ainda não definidas. Embora seja um time de muita tradição, o adversário teve a pior campanha entre todos os 16 classificados. 


Como disse o próprio Jair Ventura, chegamos à fase decisiva da temporada com menos opções e menos fôlego. A diretoria ainda tem cerca de 20 dias para agir e viabilizar reforços para o restante do ano. Essa é a hora de corrigir os erros do time, reforçar as posições carentes, encher o peito de ar e ir à guerra. Que continue brilhando a nossa Estrela!


Notas


Gatito Fernández: 6
Sem culpa nos gols sofridos, praticamente não tocou na bola. Precisa caprichar mais nas reposições. 


Arnaldo: 4,5
Vem cometendo erros primários, dando botes desnecessários e expondo o lado direito da zaga. Falhou no 1º gol do Vitória e foi facilmente envolvido em tabelas simples do adversário - a ponto de o técnico adversário perceber e inverter Neílton para o seu lado. Como seus avanços não têm sido eficazes, seria melhor voltar com Emerson Santos ou Marcelo para a lateral.


Joel Carli: 5,5
Vinha bem até ficar na mão com Arnaldo mais uma vez. No segundo gol, foi dar combate fora da área e abandonou Rabello sozinho no miolo de zaga. 


Igor Rabello: 6,5
Bem nos cortes, vinha sendo pouco exigido até a pane do time. No lance do 2º gol, deu extremo azar na dividida e viu a bola sobrar de frente pro gol. 


Victor Luis: 7,5
Anulou completamente Neílton durante o primeiro tempo. Preso à marcação, fez bom jogo. 


Rodrigo Lindoso: 7
Manteve a boa regularidade com mais uma boa atuação. Ajudou na marcação e teve tranquilidade na saída de bola. Saiu bastante cansado. 


Matheus Fernandes: 7
Mais uma boa atuação do garoto. Joga de cabeça em pé, ajuda no combate e saiu pro jogo. Precisa corrigir apenas os pequenos vacilos de perda de bola na intermediária. 


Bruno Silva: 9
Fez as vezes de atacante e marcou dois gols de matador. Antes, ainda havia perdido uma boa chance. Também cumpriu seu papel de extremo e ajudou no combate. Exausto, foi substituído. 


Rodrigo Pimpão: 7,5
Voltou às boas atuações. Marcou, levou o time à frente, deu velocidade ao meio-campo e acertou bons passes - como no 1º gol de Bruno Silva. Sente muito a falta de um meia para dialogar. 


João Paulo: 6,5
Alternou bons e maus momentos. Atuando mais uma vez fora de sua função ideal, tentou distribuir o jogo e acelerar os contra-ataques, embora sem muito cacuete. 


Roger: 5
Fez uma partida ruim. Não foi bem nos pivôs, errando muitos passes, e falhou nas tentativas de sair da área. Não tem a velocidade e a mobilidade necessárias para cumprir as exigências do nosso esquema tático. Vez ou outra supera as limitações e faz boas partidas, mas não pode ser o titular absoluto da camisa 9. 


Gilson: 5,5
Entrou para dar mais uma opção ofensiva ao meio-campo, mas foi pouco eficaz e quase não participou das ações. 


Walter Montillo: 6
Ainda tímido, não foi desta vez que teve destaque. Está voltando aos poucos, mas precisa atuar mais tempo para se adaptar ao time. 


Dudu Cearense: sem nota
Jogou menos de 10 minutos.


Jair Ventura: 6
Seu time teve atuações muito distintas de um tempo pra outro. A necessidade de peças é cristalina, mas dava pra segurar o resultado. Tenta se virar com o que tem, mas não tem sido o suficiente. 


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