Vexame após vexame, Dortmund mantém má fase contra o Apoel

Mais uma vez o Borussia Dortmund deixou a desejar e deu continuidade à sequência de resultados ruins do mês de outubro. Em casa, não conseguiu superar o Apoel Nicosia e ficou apenas no empate por 1 a 1 contra os cipriotas. Raphaël Guerreiro abriu o placar para o Borussia, mas Mickaël Poté empatou.


Ignorando o semi-amistoso da Pokal contra o Magdeburg, o Borussia Dortmund chega ao oitavo jogo consecutivo sofrendo gol. Nesse período, a defesa não resistiu contra os potentes Eintracht Frankfurt, Augsburg, Hannover 96 e dois confrontos contra o Apoel.


A solidez da proposta de Peter Bosz começa a pesar contra o Borussia Dortmund, principalmente por ter se transformado em algo previsível. O Borussia Dortmund virou time de uma solução só e o os mesmos problemas partida após partida. Presas fáceis, time e técnico não emitem sequer sinais de vida.


Getty Images
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Borussia Dortmund segue regredindo na temporada


Contra o Apoel o que se viu não foi nada, nada menos, do que o apresentado durante a maior parte do mês de outubro. É cansativo desenhar os erros porque o próprio torcedor sabe de cor o que deu errado. Defesa exposta, meio-campo pouco criativo e ataque que até cria, mas desperdiça muitas chances - especialmente por Aubameyang.


A defesa segue sendo um grande problema escancarado que gera revolta pela ausência de soluções. O gol de Poté que deu o empate ao Apoel Nicosia foi apenas mais um daqueles lances em que toda ação defensiva falhou, do início do lance até a bola na rede. Individualmente a defesa tem problemas, mas acima de tudo o coletivo é que não funciona.


A prova de que a criação no meio-campo virou problema é que no único lance em que Weigl conseguiu acelerar o ataque e Shinji Kagawa criou o espaço, saiu o gol de Raphaël Guerreiro. Guerreiro, aliás, que precisa ser titular no lugar de Schmelzer e mostrou isso mais uma vez.


O pouco que funciona no time são as ações ofensivas pelos lados, com Philipp, Yarmolenko e principalmente Pulisic. O americano foi, ao lado de Raph, o melhor do time contra o Apoel. No entanto, o que conseguiu criar não resultou em nada graças a mais uma atuação constrangedora de Aubameyang. Não acho que deva ser barrado (ainda), mas nada justifica o fato de Isak ser tão pouco utilizado. É a alternativa. E uma boa alternativa.


Divulgação/Borussia Dortmund
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Guerreiro, Götze e Pulisic foram o pouco que funcionou contra o Apoel


A decepção é maior ainda quando tentamos entender o inexplicável: como o time conseguiu render tanto no início de temporada e cair de tal forma em tão pouco tempo? É algo difícil de entender e de se explicar. E Bosz não dá nenhum indício de que tem a fórmula para resolver isso.


Ainda me recuso a falar sobre demissão e troca de comando, mas esse é um debate que pode ser despertado em breve. Principalmente diante da iminente derrocada para o Bayern de Munique no próximo final de semana, no clássico com maior potencial de vexame dos últimos anos.



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