Erro do VAR e falhas antigas: Dortmund não tem o que lamentar

A Supercopa da Alemanha serviu para reforçar o que o torcedor do Borussia Dortmund imaginava. Com os mesmos problemas e virtudes da pré-temporada, o time foi bom o suficiente para mostrar que o time está no caminho certo. No entanto, um deslize nos minutos finais e dois pênaltis desperdiçados deixaram o título com o Bayern de Munique.


O empate em 2 a 2 no tempo normal foi um resultado justo diante do que os dois times produziram. Ambos desfalcados e sem alguns de seus principais destaques, apresentaram um futebol abaixo do ideal. Nos pênaltis deu Bayern graças a pênaltis muito mal batidos por Rode e Bartra.


Getty Images
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Bartra ser o responsável pelo pênalti que custou a taça foi uma triste ironia do destino


O primeiro gol do Bayern de Munique saiu após um impedimento não identificado pelo VAR por conta do mal posicionamento das câmeras. Não é um lance ‘discutível’, é fato e a própria Federação divulgou nota reconhecendo a falha técnica. Mesmo não dizendo com todas as letras que errou ao validar o gol, a DFL admitiu que o árbitro não tinha condição de fazer a análise correta do lance. Para mim, é o suficiente. Mas além do gol irregular, os problemas do Borussia Dortmund são fáceis de ser apontados.


Zagadou tem 18 anos, é zagueiro de origem e nunca antes havia disputado uma partida como profissional. Estreou improvisado na lateral-esquerda, contra o Bayern de Munique, com o Westfalenstadion lotado. Não é desculpa para a atuação ruim, mas são circunstâncias que ajudam muito a entender porque teve tanta dificuldade. Em tempo, não é o a suficiente para bani-lo do time (mas Bosz precisar repensar se vai continuar escalando o francês na lateral, com base nessa atuação, Passlack ou Beste merecem uma chance).


A linha de impedimento com a defesa posicionada quase no meio-campo é um risco altíssimo e vai render muitos sustos. É compreensível que seja um risco calculado por Bosz, mas não estamos acostumados e se trata de algo que deve demorar para encaixar.


O rendimento de alguns jogadores também deve ser discutido. Da forma que se apresentou, Piszczek não pode ser uma opção séria para a lateral-direita; mal fisicamente, cada vez mais dá sinais de que não tem condição de ser o lateral intenso que o sistema do time exige. Isso influenciou também Dembélé, que sem companhia e ultrapassagens teve problemas para participar da produção no ataque.


Divulgação/Borussia Dortmund
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Pressão na saída de bola funcionou e foi assim que Pulisic abriu o placar


Dahoud ainda não está inteiro fisicamente e por isso saiu no intervalo para a entrada de Rode. Pênalti muito mal batido e perdido a parte, o camisa 18 surpreendeu e melhorou bastante o time. Com um meio-campo mais físico, o Borussia conseguiu dominar o Bayern e ter seu melhor momento na partida. Foi o próprio Rode que iniciou o contra-ataque que culminou no gol de Aubameyang.


Bürki novamente teve uma atuação segura, Bartra mostrou que é o melhor zagueiro do elenco e Pulisic dá sinais de que deve ser o titular na ponta-esquerda. Mais combativo, Sahin também foi melhor do que nas últimas aparições e teve uma boa partida. Assim como Dembélé, tanto Castro, quanto Aubameyang ainda parecem pouco adaptados à proposta de Bosz.


O Borussia Dortmund perdeu como de praxe: um gol de Lewandowski e outro graças a um grande vacilo da defesa, seguido de gol sofrido na bola parada. Nada novo, assim como o tropeço diante do Bayern de Munique. Mas o Dortmund mostrou solidez e cada vez menos defeitos, o que é um ótimo sinal.



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