Entre erros e frustrações, Dortmund evolui a passos lentos

No próximo sábado (5), o Borussia Dortmund tem seu primeiro compromisso oficial sob o comando de Peter Bosz. No Westfalenstadion, na final da Supercopa da Alemanha contra o Bayern de Munique, o time terá o desafio de mostrar algo melhor do que apresentou na pré-temporada.


Os resultados até agora não foram muito inspiradores para o Borussia. Só duas vitórias, contra Urawa Red Diamonds e Milan na turnê asiática, um empate com o Bochum e derrotas para Rot Weiss Essen, Espanyol e Atalanta. Bosz admitiu que o início é lento, mas por trás das atuações ruins é visível a adaptação gradual do time.


Divulgação/Borussia Dortmund
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Rascunho das ideias de Bosz já pode ser percebido no Borussia Dortmund


Dois fatores marcam o primeiro mês de Peter Bosz treinando o Borussia Dortmund: muito tempo de jogo para alguns atletas ruins, sem a mínima condição de compor o elenco, e aplicação de uma proposta com e sem a posse da bola totalmente diferente do que o time vinha apresentando.


É evidente que o Dortmund não vai a lugar nenhum com Subotic, Durm, Rode e afins em campo. Ainda assim, era necessário para o novo técnico vê-los em campo e são compreensíveis as oportunidades em jogos não oficiais. Ainda foram testados garotos como Reimann, Zagadou, Beste e Isak. Mais do que uma busca pelo time titular, Bosz fez uma avaliação do elenco com que pretende contar na temporada. É natural ainda que vários dos testados não aproveitem muito bem a oportunidade.



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O rendimento do time pode (e deve) ser avaliado sob duas óticas distintas: com e sem a bola. Sem bola, o Dortmund evoluiu muito nas últimas semanas. Marcação mais forte, posicionamento e agressividade melhor coordenados. O Borussia Dortmund é no momento um time que consegue se defender com relativa segurança e consegue recuperar a posse com rapidez, e isso é crucial para o jogo de Bosz.


Por outro lado, quando tem a bola, são muitos os problemas. Bosz ainda não teve seu meio-campo ideal (Weigl, Dahoud e Götze/Kagawa), também não conseguiu escalar o que tem de melhor para o início de temporada (Sahin, Dahoud e Götze/Kagawa). Isso é algo a ser levado em consideração, afinal, assim como no Ajax, esse deve ser o termômetro da equipe.


No último terço do gramado, o trio de ataque também rendeu muito pouco e talvez seja a maior preocupação no momento. Dembélé, Aubameyang e Pulisic treinaram desde o início da pré-temporada, mas, com movimentação ruim e produtividade baixa, não inspiram confiança. Deve ser a principal preocupação de Bosz para o início da temporada.


Divulgação/Borussia Dortmund
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Antes da boa forma técnica, Götze precisa recuperar ritmo de jogo - pré-temporada serviu para isso


O time teve na pré-temporada uma série de problemas pontuais que precisam ser corrigidos, mas no conjunto da obra não há razão para questionar o trabalho do novo técnico. Os erros são normais e os problemas reparáveis, enquanto os acertos são bons o suficiente para despertar a curiosidade pelo que vem por aí.


Resultados de pré-temporada dificilmente determinam o sucesso ou fracasso de um time ao longo do ano, ainda mais com tantos testes e novidades de uma só vez. A sorte do Borussia Dortmund é que o Bayern de Munique, adversário da Supercopa, também tem passado por dificuldades e sofre com desfalques. Quem sabe Bosz comece sua passagem pelo clube com o pé direito.



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