Lesão de Schmelzer abre caminho para jovens na lateral-esquerda do Borussia

O Borussia Dortmund teve uma péssima notícia durante a Copa das Confederações com a confirmação da lesão de Raphaël Guerreiro. Durante a turnê asiática, Marcel Schmelzer também se machucou e deve voltar apenas em setembro. A perda dos laterais-esquerdos do time principal por praticamente todo o primeiro mês da temporada permitem testes que naturalmente seriam muito difíceis de serem feitos.


Uma das principais características de Peter Bosz é o uso dos bons jogadores da base, independentemente da idade. Sem Schmelzer, nem Guerreiro, os garotos são praticamente tudo que resta de alternativa para o lado esquerdo da defesa. Essa é a chance de ouro para Passlack, Niklas Beste ou Zagadou consolidarem um lugar no elenco.


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Com a lesão de Schmelzer, Bosz tem a chance de realizar o sonho do torcedor do Borussia


O underdog na disputa pela posição é Erik Durm, que jogou por ali algumas vezes e, apesar de destro, é a opção conservadora. No amistoso contra o Bochum foi testado pela esquerda, mas não agradou e, com base no rendimento que estamos acostumados a vê-lo apresentar, é difícil que consiga a titularidade.


Passlack tem sido titular na lateral-direita durante quase todos os testes nesse início de trabalho de Bosz. Antes muito cotado para um empréstimo, teve alto rendimento e acredito que pode ameaçar inclusive a titularidade de Piszczek – mostrou serviço e teve boas atuações na esquerda com Tuchel; é uma opção mais madura.


No entanto, enquanto técnico do Ajax, Bosz deu ampla preferência a canhotos para a lateral-esquerda do Ajax, onde também teve problemas e precisou ser criativo. Não é o caso de Durm, ambidestro (ruim com as duas pernas), e Passlack, destro. Restam duas opções muito distintas entre si: Dan-Axel Zagadou, zagueiro canhoto de 18 anos recém-chegado do PSG, e Niklas Beste, também de 18 anos, titular da lateral-esquerda da base e da mesma geração de Passlack, Pulisic e Bruun Larsen.



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A princípio, Zagadou é a minha aposta para jogar por ali nesses próximos jogos. Apesar de extremamente alto (1,96), fez duas partidas como lateral-esquerdo e mostrou compostura suficiente para subir ao ataque com consciência e qualidade (não que Schmelzer faça isso tão bem assim). Além disso, naturalmente tem uma atuação defensiva mais segura, providencial para os jogos oficiais que o Dortmund tem pela frente (Bayern de Munique, Wolfsburg, Hertha Berlin, Köln).


Ocorre que no elenco que viajou para o período de treinos em Bad Ragaz, usualmente um forte indicativo de quem está dentro ou fora dos planos para a temporada do Borussia, Bosz incluiu uma novidade: Niklas Beste. Pelo destaque que teve nas campanhas dos times U17 e U19, a escolha não surpreende. Único lateral-esquerdo de origem disponível atualmente, tem a chance de agradar o novo técnico.


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Beste pode ser a primeira novidade de Bosz no Dortmund


Duramente criticado, Schmelzer teria um início de temporada tranquilo graças a lesão de Guerreiro para, em tese, ter sequência sem concorrência, mas a própria lesão pode comprometê-lo. Ao contrário de Klopp e Tuchel, Bosz não costuma fazer vista grossa aos problemas do time, e quem conhece o Borussia sabe: se mantiver o desempenho dos últimos anos, Schmelzer está na linha de fogo.