Futuro do Borussia Dortmund depende da escolha do novo técnico

A primeira semana do Borussia Dortmund em busca de um novo técnico terminou mal. Mesmo com uma ideia clara de que Tuchel não permaneceria no comando do time, a diretoria fracassou no plano de contratar Lucien Favre e agora corre contra o tempo.


O Nice confirmou em comunicado oficial que não irá liberar Favre e que o suíço será o técnico do time na próxima temporada. Informações de Ruhr Nachrichten e Kicker diziam que Favre inclusive tinha acertado termos pessoais com o Borussia nas últimas semanas, mas o Nice se recusa a negociar sua saída.


Sem o preferido de Hans-Joachim Watzke para o cargo e mais cotado pela imprensa, o Dortmund fica a ver navios. Demitir Tuchel e anunciar Favre logo em seguida era o plano perfeito, mas a tentativa foi frustrada. A diretoria agora se vê obrigada a improvisar um plano B.


Getty Images
Getty Images

Watzke contava com o 'sim' de Favre, só esqueceu de perguntar ao Nice


Confiantes na contratação do técnico suíço, o Dortmund contou com Favre e, apesar dos rumores da imprensa, parece não ter uma segundo opção em ordem. Sky alemã falou Paulo Sousa (Fiorentina), a Kicker menciona Peter Bosz (Ajax) e Peter Stöger (Köln), enquanto o Bild cogitou até Nico Kovac (Frankfurt) e L'Équipe cogita Giovanni van Bronckhorst (Feyenoord).


Em meio a tantos rumores, a rádio 91.3 de Dortmund, fonte com boa credibilidade, diz que Peter Bosz foi procurado após a negativa de Favre. O técnico do Ajax, no entanto, deve tomar uma decisão sobre ficar no clube holandês ou aceitar a proposta do Borussia até o meio da próxima semana.


Confira a edição #002 do podcast 19:09; falamos sobre o título da DFB-Pokal


As notícias mudam a cada hora e fica difícil se orientar pela imprensa enquanto todos tentam descobrir o que acontece nos bastidores. O fato é que o Borussia Dortmund demora para encontrar uma solução imediata para o problema criado (e previsto?) com a saída de Tuchel.


Os nomes cogitados pela imprensa mostram que sequer existe um perfil de treinador desejado, e sim uma busca desesperada para preencher uma vacância que não tão bem calculada como parecia. Bosz e Stöger, os preferidos sem Favre, têm contrato até 2020. Kovac tem uma cláusula de rescisão de 10 milhões de euros. 


Bosz montou o Ajax para jogar com muito gegenpressing e velocidade. O Feyenoord de Bronckhorst, por sua vez, joga de forma mais burocrática e foi líder de cruzamentos na Eredivisie. Sousa é adepto do futebol de posse, mas parece estar claramente em um patamar abaixo. Kovac disse às vésperas da semifinal da Copa da Alemanha que "tática não importa". Qual é o critério de escolha? Não há critério.


Getty Images
Getty Images

Bosz, do Ajax, é a bola da vez: das opções, é o que melhor se compara ao estilo de Tuchel


Esse Dortmund perdido corre o risco de se comprometer em detalhes fundamentais. O ataque, por exemplo. Apesar de estar mais lá do que cá, a situação de Aubameyang pode mudar de acordo com quem será o novo treinador. Ao mesmo tempo, a busca por um atacante, sucessor ou reserva, também é adiada, pois depende diretamente dos planos do novo técnico.


Zorc faz o papel de equilibrista enquanto o Borussia não consegue decidir o que quer para o futuro. Entre chegadas, saídas e identificação do que será preservado do atual elenco, pouco pode ser feito até que o clube contrate um treinador.


Para o bonito discurso de Watzke sobre filosofia, valores e projeto do clube ao despedir Tuchel, isso escancara a farsa. O Dortmund decidiu que Tuchel não tinha mais como ficar, mas não pensou o suficiente em como substitui-lo. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa história, mas o começo é desanimador.



Curta a página do blog Muralha Amarela no Facebook


Siga @muralhaamarela e @wpaneque no Twitter