Aubameyang se redimiu dos pecados de Lisboa

Quando Aubameyang perdeu gols impossíveis na ida contra o Benfica, um cenário inevitável se desenhou. Como bom atacante que é, fatalmente seria o personagem da provável classificação em casa. E assim foi.


Não apenas pelo fato de calar os justos críticos, que, assim como eu, apenas relataram os fatos ao criticar a atuação pífia na ida. Mas essencialmente por ter cacife para fazer mais, decidir a favor do Borussia Dortmund, que precisa muito dos gols do gabonês se quiser seguir sonhando na Europa. Ainda bem que o óbvio iminente jogou ao nosso favor.


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Aubameyang fez o que se estávamos esperando dele desde a ida


A brincadeira do empurrador de gols ganhou proporções catastróficas para quem não entende a ironia. "Critica agora", "mas ele é artilheiro", "olha só os números". Só se cobra alto rendimento de quem é capaz de entregar, e Aubameyang pode muito. Os gols contra o Benfica foram a prova de que ele tem condições de ser o diferencial do time. E se cornetar for crime, podem discar 190.


Mesmo com os três gols, arrisco ainda dizer que Aubameyang sequer foi o melhor em campo. Isso porque Pulisic teve uma atuação de estrela. Coisa de quem amadureceu para os jogos grandes como muitos outros jogadores consolidados ainda não fizeram. À vontade, mostrou que os 18 anos e o status de promessa não condizem com o que pode entregar ao time.


Pulisic foi crucial em uma atuação apagada de Dembélé, que foi escolhido para ser anulado pela atuação benfiquista e se irritou com facilidade. Desconcentrado e pela esquerda, onde tem rendido menos desde que chegou, não conseguiu fazer bons lances, tampouco contou com o apoio do Schmelzer.


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Marco quem? Pulisic deu conta do recado (pelo menos dessa vez)


O fato é que o Borussia Dortmund achou o clichê do gol cedo, que igualou o placar agregado e sem dúvida alguma facilitou a missão. E o Benfica, além de bolas paradas e o jogo aéreo, não teve arsenal para fazer frente ao Dortmund. Munido apenas de vontade e desespero, viu no segundo tempo o time aurinegro garantir a classificação.


Encanta a fase de Bartra, que novamente se apresentou em alto nível. Além dele, Weigl parece ter se adaptado (depois de muito sufoco) ao sistema com três zagueiros; avançando mais, está mais confortável, esbarra com menos frequência nos companheiros e por isso erra menos ainda.


Para a próxima fase é inevitável que o sorteio reserve um adversário difícil, mas o Dortmund não tem outra saída. Jogando o que mostrou contra Leverkusen e Benfica, é possível acreditar nas semifinais. Que venha o próximo da fila.



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