Boca 1-0 River: até com time reserva os xeneizes vencem o rival

Boca e River são patrocinados pelo banco BBVA e em contrato são obrigados a disputar alguns amistosos. Como contrato, entendo que o espetáculo traz algum retorno, mas fazer isso em data FIFA, num começo de temporada e com o rival ainda jogando a Libertadores, é uma total falta de respeito com ambos os times. O risco de lesões era altíssimo e no máximo o perdedor encontraria uma crise.


Dito isso, entre Boca e River nunca existirá nada de amigável. Se a bola rolou e vestiu-se a camisa, é preciso suar sangue e vencer. O Boca entrou em campo com um time suplente. Sem os títulares Barrios, Cardona, Fabra e Benedetto e ainda o recém-chegado Nández (todos com suas seleções). No banco também ficaram Pavón, Pablo Pérez e Rossi. Dos habituais titulares apenas Gago, Goltz e Jara. Já o rival entrou com o que tinha de melhor.


Prensa Boca Juniors
Prensa Boca Juniors

Entre 'gallinas': Junior Benítez, o autor do gol


O primeiro tempo foi de futebol fraco e só serviu para perdemos Espinoza e Goltz. Um com uma lesão e o outro por cortes no rosto e cabeça, um batismo de ouro no Superclásico. O zero a zero parecia que se arrastaria ao longo dos 90 minutos até uma sem graça disputa de pênaltis.


A torcida muito criticou a opção de Schelotto em colocar Junior Benítez como camisa 9 (uma vez que o Boca comprou Wanchope Ábila e o emprestou e também o fez com Torres, sua revelação). Mas foi o ex-Lanús que guardou bola no barbante, por baixo do fraco goleiro Lux. Gago distribuiu bom futebol, como um organizador, quase riquelmeano. Pablo Pérez quando entrou mostrou por que é titular.


No Estádio Bicentenário de San Juan, a festa foi, como sempre, xeneize. Continuamos na frente no confronto direto. E o fizemos com um time bem mais ou menos. A nossa camisa pesa muito mais.