Boca 1-0 Villarreal: para europeu ver

O discurso recorrente no futebol atual é que existe o centro de tudo, na Europa, e suas pobres periferias. Não muito diferente da vida ou das grandes cidades, isso se deve basicamente ao capital. Mas até no futebol existem coisas que o dinheiro não pode comprar.


No ano passado, o Boca esteve no Sanchez Pizjuán e venceu o Sevilla por 4 a 3, mostrando o peso de sua camisa e a força da torcida. O Jugador Numero 12 fez tanto barulho que os sevillistas ficaram de boca aberta.


Ontem, o Boca recebeu, depois de muito tempo, um clube europeu. Mas - como deveria ser - não foi o Boca que se sentiu honrado em abrir as portas para um clube que briga na parte de cima da tabela da La Liga, mas sim o Villarreal é que entendeu que ele estava enfrentando um dos maiores clubes do mundo. O respeito do clube espanhol serve para deixarmos um pouco do futebol que só se vê pela televisão e voltar ao mundo real, onde a tradição e as histórias contam mais.


Nem sempre o caminho é se equiparar com os europeus. Assombrados com La Bombonera (que não lotou, mas recebeu um bom público de 35 mil pessoas), eles não se sentiriam intimidados ou tirariam fotos se o Boca tivesse uma moderna Arena, dessas que se encontram aos montes na Europa. Eles queriam ver um estádio que tem alma, que pulsa, que tem vida.


Em suas redes sociais, ao longos dos dias, o Submarino Amarillo demonstrou todo o seu respeito e admiração. Foram grandes visitantes.


Villarreal CF
Villarreal CF

 

No twitter, o clube deu um show de cobertura para seus torcedores


Villarreal CF
Villarreal CF

 

 

 

Respeito e admiração por La Bombonera e pela torcida xeneize


Um dia antes da partida, alguns dos vários jogadores argentinos que representaram o Villarreal foram homenageados. Entre eles estavam Arruabarrena e Riquelme.


Villarreal CF
Villarreal CF

Román brilhou com a camiseta amarela


Falando do jogo, que teve excelente transmissão pelo canal oficial do Boca no Youtube, um primeiro tempo morno, sonolento, com cara de amistoso. Poucas oportunidades e uma maior posse de bola dos espanhóis. Pelo lado xeneize, os gritos da torcida vinham dos desarmes de Barrios (sempre impecável) e dos lujos de Edwin Cardona, que assumiu a camisa 10 do Boca prometendo estar à altura.


No segundo tempo, Gago subiu de produção. E quando Gago joga bem, o Boca joga bem. Do capitão saiu o passe riquelmeano que deixou Pavón livre para fazer o gol. Barrios continuou sendo destaque nos desarmes e, com a entrada de Espinoza, o time passou a ter também mais velocidade. Gago ainda desperdiçou um pênalti que poderia ter dado mais elasticidade ao marcador.


Do ponto de vista técnico/tático, o teste serviu para dar moral e rodar o time. Mas, sem dúvidas, o mais importante é que o amistoso serviu para deixar de lado essa síndrome de vira-lata que muitos sudacas passaram a ter. Que mais clubes europeus venham jogar aqui. E que mais vitórias deste lado aconteçam.


O gol de Pavón que deu a vitória para o Boca: