Estudiantes 0-0 Boca: ganhando 1 e perdendo 2

Visitar o Estudiantes nunca será uma tarefa fácil, independe do momento ou da tabela. E este Pincha, que esteve boa parte do campeonato na liderança, está disputando a Libertadores e busca se firmar no G5 que dá vaga para a competição continental do próximo ano, é difícil de digerir.

No Boca, a volta de Centurión foi uma felicidade. Sua recuperação mais rápida do que o esperado nos fez sorrir. Gambetas, caños e mudanas de ritmo como só ele consegue fazer. Ainda assim, tirar Barrios do time foi uma escolha ruim do técnico. O meio-campo que, por ele, é visto como títular, funciona menos que com outras opções. Pablo Pérez, que exerce papel de liderança e até é bom jogador, é pouco intenso. E neste tipo de partidas, isso faz diferença.


Prensa Boca Juniors
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Centurión voltou de lesão e foi titular


Bentancur, vamos dedicar a ele um parágrafo. Não tem velocidade, intensidade, não é exatamente um box-to-box, não é volante de marcação e nem meia de ligação. Recupera pouco e quase não chega ao ataque. Vendemos ele por 9.5 milhões de Euros para a Juve e ainda teremos direitos a 50% numa futura venda. Certamente o melhor que fez Angelici em 5 anos de presidência. Sempre acabo me perguntando: 'A que caraj* juega este pibe?'


Se o meio não funciona, o ataque não joga. Um Boca triste que mal criou jogadas. A defesa, que tem sido o ponto fraco, foi bem, mas o Estudiantes parecia se contentar com o empate. Assim como o DT Guillermo Barros Schelotto.


Do ponto de vista da dificuldade do jogo, este pode ser um ponto valioso. Até porquê, ele nos faz manter a liderança por mais uma rodada. Mas essa liderança é cada vez mais curta, e olhando a tabela, pode ser que tenhamos perdido dois pontos.


No próximo domingo, Superclásico em La Bombonera. Hay que ganar como sea!