Boca 3-0 Arsenal: brilhando e cumprindo com a obrigação

No duelo do primeiro contra o último, nada além do normal se observarmos do ponto de vista do resultado. Um 3 a 0 fácil, construído logo no começo do jogo. Mas para cada partida há um contexto. E dentro disso, foi uma noite de sonhos para quem esteve em La Boca.


A volta de Gago não serve só para a equipe jogar melhor. É o referente, o capitão. O que sobrou da época mais gloriosa da história do clube. Gago hoje transmite o bom futebol pelos pés, mas a liderança através da braçadeira e a mentalidade de um Boca vencedor. Com ele em campo, jogamos a outra coisa. Como 5 de origem, obrigou o técnico a deslocar Barrios para volante pela direita. Dois acertos. Juntos, dominaram completamente o meio-campo.


Benedetto meteu mais dois. O camisa 9 que custou 5 milhões de dólares e ainda colocou mais 1 milhão do próprio bolso para cumprir seu sonho de jogar no clube do coração, foi fiel à lei do ex. Artilheiro do campeonato e soberbo na linha de frente. Soma-se a Pavón, que, quando levanta a cabeça, faz sua explosão ser imparável. Dessa vez Centurión não fez falta, mas esse é o melhor tridente de ataque do futebol argentino.


E por último, o pibe Maroni. Por ele Guillermo mudou o esquema. Voltamos a jogar com um enganche. E como em outros tempos, a bola, quando passou por ali, brilhou. Grande partida e golaço do jovem de 18 anos, titular pela primeira vez. É cedo para jogar nele tantas esperanças, principalmente depois de terem queimado Paredes, que hoje brilha na Roma. Mas foi inevitável chamá-lo de Maradoni, mesmo que isso seja um completo exagero.


O Boca cumpriu seu dever e manteve a liderança do campeonato, como vem conseguindo fazer rodada após rodada. Despacito, pasito a pasito.