Sob o sol de Santa Fé: entre Real e Barça, eu jamais deixaria de sofrer pelo Boca

Entre os milhares de quilômetros que separam Rafaela, na província de Santa Fé, e Madrid, a bela capital espanhola, estava um torcedor. Aparentemente sozinho no mundo. Todos os meridianos e linhas que separam latitude e longitude pareciam ter apenas olhos para o grande clássico entre Real Madrid e Barcelona. Da esperada audiência chinesa a jovens sul-americanos que, por um motivo qualquer, optaram em torcer para gigantes europeus.


Lá, o jogo iniciou às 15h45, horário de Brasília e também de Buenos Aires. Enquanto os olhos do mundo brilhavam por ver Messi, Cristiano e toda aquela constelação de craques, alguns milhares de bosteros cantavammeia hora mais tarde, ‘Boca, mi buen amigo, esta campaña volveremo’ a estar contigo...’ sob o sol de Santa Fé. E quando os jogadores que vestem a azul y oro subiram do túnel para o relvado, aparentemente só eu, entre os dois acontecimentos, ansiava pelo trajeto mais doloroso. Óbvio que gostaria de ver o tão famoso jogo das estrelas, mas a minha aflição estava em outro lugar. Mesmo dando seguidas atenções em lances mais importantes, a tradução literal (?) poderia estar em ‘me chupa un huevo’ a liga espanhola.


Prensa Boca Juniors
Prensa Boca Juniors

Sob o sol de Santa Fé: lá estava o meu coração


Etava eu entre um belíssimo jogo de futebol no Santiago Bernabéu e uma pelada mal jogada, num gramado ruim, em um campo apertado e que fazia os torcedores do Boca sofrerem de desgosto, mesmo garantidos na liderança do campeonato por mais uma fecha.


Em meios aos cinco gols, com o camisa 10 da Selección tendo seu nome nos trend topics do Twitter e sua foto rapidamente chegando aos quatro cantos do globo azul, meus olhos focavam em passes errados e jogadas grotescas.


Mas em meu coração, um único setimento: jamais trocaria isso pelo que dizem ser o maior clássico do mundo.