San Martín 1-2 Boca: mais líder do que nunca

Após a inesperada derrota para o Talleres, em La Bombonera, na semana passada, o Boca foi ao estádio Bicentenario de San Juan pressionado. Isso porque o vice-lider San Lorenzo havia aplicado um sonoro 3 a 0 no Quilmes e, com isso, chegava aos mesmos 34 pontos.


Com 15 mil bosteros fazendo a festa no norte argentino, o Boca entrou no jogo ativo, buscando os espaços e jogando sempre em velocidade. A volta de Centurión não foi benéfica somente pela qualidade do jogador (que foi mais uma vez o melhor em campo), mas serviu também para potencializar os outros.

Pavón parecia mais leve com as responsabilidades divididas e, mesmo criando muito perigo pelo lado direito, foi quando se deslocou para a ponta esquerda que acertou um golaço para abrir o marcador. Isso pois Centu já não joga somente aberto pela ponta, mas com liberdade para transitar entre a ponta e o meio, abrindo a defesa contrária.


Prensa Boca Juniors
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Pavón, Centurión e Benedetto: o melhor ataque do futebol argentino


Mesmo vencendo, o Boca seguia atacando. Essa é a filosofia do técnico e isso é traduzido em números quando se olha na tabela os gols marcados por cada equipe. E em jogada pela esquerda, Benedetto deu um hermoso passe de três dedos para Ricky marcar o segundo e coroar uma tarde de glória para o camisa 10.


No meio, Gago deu segurança e Bentancur fez uma de suas melhores partidas pelo Boca. Pablo Pérez foi bem na marcação, na construção de jogadas e na cobertura dos espaços. A vitória do Boca nunca correu risco, mesmo com a defesa cometendo alguns pequenos erros.


Vencer era o mais importante, mas o Boca o fez jogando bem. A liderança é isolada (3 pontos à frente do San Lorenzo e 5 do Newell's Old Boys). Temos de seguir assim.