'Menino que não vai à escola não pode jogar no Boca'

'El chico que no va a la escuela, no puede jugar en Boca.'


A certeira frase de Claudio Vivas em entrevista ao jornal La Nación acende uma importante discussão no mundo do futebol. Clubes devem apenas formar jogadores ou é parte da obrigação formar cidadãos?


O novo coordenador das divisões de base do clube e ex-assistente técnico de Marcelo Bielsa parece realmente estar disposto a fazer um trabalho sério. O Boca tem revelado jogadores, mas não os aproveita. Espera-se que em três anos comece a colher os frutos deste novo planejamento. A primeira medida de Vivas foi pedir um quarto para que possa dormir ao menos três noites por semana no centro de treinamento e estar junto com os pibes.


Getty Images
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Vivas chegou este ano ao Boca e assinou contrato de três anos


Regras como celular desligado na hora da comida, conversas periódicas com três psicólogos disponíveis e uma mentalidade para realmente chegar ao time principal. Mais do que conquistar títulos nas inferiores, o importante é formá-los para que se tornem profissinais do Boca e homens com com maior capacidade intelectual.


Destacou a escola como papel fundamental para a formação dos jovens e até mesmo como isso influencía dentro de campo. 'Para se ter jogadores mais inteligentes, há que fazer com que eles estudem', disse.


Após anos com trabalhos ruins e um falído convênio com o Barcelona, o Boca espera, com Vivas, estar no rumo certo. Os últimos talentos foram embora cedo demais e talvez nem chegaram ao time principal com sua formação completa. E caso não consigamos isso como jogadores profissionais, que ao menos seja na formação de pessoas.