Colón 1-2 Boca: o otimista do Bou

Mais um amistoso. A verdade é que, com a recente crise de decisões, o futebol argentino já está parado há 3 meses e é disso que temos vivido, partidas que não valem nada. Isso mesmo, nada. Mas sempre gostamos de vencer.


Neste verão foram seis amistosos oficiais no periodo. Com duas vitórias, dois empates e duas derrotas, podemos olhar como um período regular. Serviu mesmo para rodar os jogadores e tentar acostumar o time a jogar sem Tevez. O que não tem sido fácil.


Ontem, porém, notou-se que Guillermo viveu a partida quase que como um jogo oficial. Seu 11 inicial é o que mais se deve aproximar do time titular que enfrentará o Banfield (dizem que no dia 3 de março). Isso significa que Rossi, o goleiro recém-contratado e de boa atuação, pode ganhar a vaga de Werner no arco xeneize. E também para deixar claro que, no 4-3-3 do Mellizo, Bentancur (que estava fora disputando o Sudamericano Sub-20) é figura carimbada.


Prensa Boca Juniors
Prensa Boca Juniors

Abraço de gol: jogada de Centurión e gol de Walter Bou


Um primeiro tempo não muito bom e uma segunda parte de domínio. Centurión segue se destacando mesmo quando não brilha. Já Pavón faz um verano para esquecer. Até parece Mouche em seus piores dias. Gago é o principal jogador no meio-campo e falta saber quem irá acompanhá-lo por ali. Na ausência de Pablo Perez jogou Wilmar Barrios, e foi o melhor em campo.


De qualquer forma, cada vez mais a dúvida de Guillermo será o 9. Benedetto é um jogador tecnicamente muito bom e seus golaços mostram isso. Mas se Palermo era chamado por Bianchi de "el optimista del gol", Walter Bou segue os passos. Sempre que joga, sua bola toca no barbante adversário. E quando um camisa 9 está de racha, deve serguir jogando. E talvez seja a hora do "optimista del Bou".