Copa das Confederações: Eliseu, Semedo e Pizzi levam a melhor contra Jiménez e ficam em terceiro

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Eliseu (19), Nelson Semedo (11) e Pizzi (16) foram titulares da seleção portuguesa na decisão do terceiro lugar da Copa das Confederações, contra o México


Não teve benfiquista campeão da Copa das Confederações. Depois de superarem a anfitriã Rússia na fase de grupos e confirmarem os prognósticos, as seleções de Portugal e México ficaram pelo caminho na disputa pelo título do certame que reúne os campeões continentais, o campeão mundial e o país-sede da próxima Copa do Mundo. Enquanto a seleção de Eliseu, Nelson Semedo e Pizzi foi derrotada pelo Chile nos pênaltis, em Kazan, e perdeu a oportunidade de chegar a uma decisão inédita, a equipe de Raúl Jiménez sucumbiu diante da Alemanha, em Sochi, e deu adeus ao sonho da segunda taça.


Restou aos times a decisão do terceiro lugar, em Moscou. E foram os portugueses quem ficaram com a medalha de bronze, ao derrotarem os mexicanos por 2 a 1, na prorrogação, em Moscou.


Portugal foi superado pelo Chile em um dia ruim do técnico Fernando Santos


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Eliseu foi o único benfiquista em campo na semifinal entre Portugal e Chile


Apesar do empate sem gols na Arena Kazan, na última quarta-feira (28 de junho), a Seleção das Quinas e La Roja fizeram uma partida bastante movimentada. Houve chances claras de gol para ambos os lados. Os dois goleiros envolvidos, o português Rui Patrício e o chileno Claudio Bravo, comprovaram um dia inspirado debaixo da meta.


Grande parcela da responsabilidade pela eliminação acabou indo para a conta de Fernando Santos. O técnico matou o setor de criação ao tirar de campo Bernardo Silva e André Silva, pelos quais passava a maioria das jogadas de ataque da seleção lusitana. Em seus lugares entraram Nani e Ricardo Quaresma, respectivamente.


Na prorrogação, João Moutinho e Gelson Martins substituíram Adrien Silva e André Gomes, na ordem.


Os objetivos das mudanças eram dar um novo gás ao grupo e encontrar novas alternativas para o setor ofensivo. No entanto, não deu certo. O Chile pressionou durante todo o tempo extra. Acertou a trave e teve até uma penalidade máxima não marcada ao seu favor.


A disputa de pênaltis foi mais rápida do que se previa. Enquanto Arturo Vidal, Charles Aránguiz e Alexis Sánchez converteram suas cobranças para os sul-americanos, os europeus pararam em Claudio Bravo: 100% de aproveitamento para um lado, 0% para o outro. Os cobradores que desperdiçaram suas tentativas foram Quaresma, Moutinho e Nani, justamente três dos que entraram no decorrer da partida.


Tremendo castigo para o plantel de Fernando Santos. Final feliz para os comandados de Juan Antonio Pizzi.


O lateral-esquerdo benfiquista Eliseu jogou os 120 minutos da semifinal. Embora tenha se esforçado bastante para deixar seus companheiros em situação de gol e para interceptar jogadas dos adversários, esbarrou na qualidade técnica e na força física dos oponentes e não teve atuação das melhores.


O lateral-direito Nelson Semedo e o meia Pizzi, por sua vez, assistiram à eliminação no banco de reservas.


Em impressionante atuação coletiva, Alemanha atropelou o México


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Raúl Jiménez tentou muito, mas não conseguiu superar a forte defesa alemã


Na quinta-feira (29), no Estádio Olímpico de Sochi, a Alemanha carimbou a vaga na final ao golear o México por 4 a 1.


Apesar de ter sido dilatado, o placar não representou fielmente a partida. Os alemães saíram na frente com gols de Leon Goretzka, logo aos seis e oito minutos de jogo, é verdade, mas aos poucos o México equilibrou as ações. Por outro lado, a Nationalelf mostrou incrível entrosamento defensivo.


Camisa 9 do Benfica e de La Tricolor, Raúl Jiménez deu muita mobilidade ao ataque mexicano. Chegou até a acertar a trave do goleiro Marc-André ter Stegen.


Contudo, a Alemanha era cirúrgica. Fez 3 a 0 com Timo Werner, em uma linda jogada de troca de passes, aos 14 minutos da etapa complementar. Um prêmio ao maior volume de jogo e ao talento do escrete de Joachim Löw.


Porém, a diferença de três gols era exagerada. O México de Juan Carlos Osorio merecia um gol de honra por ter levado perigo à defesa da tetracampeã mundial e não ter se curvado diante das adversidades. Balançou as redes com Marco Fabián, já aos 44.


Mas ainda deu tempo de Amin Younes aproveitar um espaço da zaga latina para fechar a conta e passar a régua.


A atual campeã da Copa do Mundo conquistou a Copa das Confederações com vitória pela contagem mínima contra o Chile, em São Petersburgo. Lars Stindl anotou o gol do título.


O reencontro entre Portugal e México aconteceu em condições indesejáveis, mas rendeu um grande jogo


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Portugal ficou em terceiro lugar na Copa das Confederações 2017


E lá foram Portugal e México para mais um duelo na Copa das Confederações. Mas não da maneira desejada. Ao invés da grande final em São Petersburgo, um confronto pelo terceiro lugar em Moscou. Entretanto, era preciso jogar com honra. O clima de revanche, proporcionado pelo emocionante empate em 2 a 2 da fase de grupos, era outro fator de motivação para quem estava em campo.


Ninguém dava nada pelo embate na capital russa. E o jogo acabou sendo bastante atrativo. Aliás, tenho a sensação de que as disputas de terceiro lugar são sempre assim.


Sem Cristiano Ronaldo, liberado para conhecer os filhos recém-nascidos, a Seleção das Quinas teve os benfiquistas Eliseu, Nelson Semedo e Pizzi entre os titulares. Pelo lado de La Tri, Jiménez começou no banco.


As equipes travaram uma disputa equilibrada no último domingo (2 de julho). Mesmo tendo mais posse de bola, Portugal viu um México capaz de levar perigo com as armas que tinha. Rui Patrício e Ochoa - principalmente o mexicano, que defendeu até um pênalti de André Silva, aos 13 minutos - foram os grandes personagens da partida.


O placar foi inaugurado aos nove minutos do segundo tempo. Chicharito avançou pela esquerda, invadiu a área e cruzou rasteiro. A bola desviou no meio do caminho e Luís Neto teve a infelicidade de marcar contra o próprio patrimônio.


Enquanto, nas laterais, Semedo e Eliseu estavam entrosados, fruto da convivência no Benfica, Pizzi demonstrava, no meio-campo, suas habilidades individuais e de visão de jogo, as quais o credenciaram à titularidade no Glorioso e à convocação para a seleção nacional.


Na reta final de jogo, aos 40 minutos, Raúl Jiménez foi acionado por Osorio. Entrou na vaga de Chicharito. Assumiu uma função mais próxima à qual está acostumado nos Encarnados.


Quando a fatura parecida liquidada pelo México, os portugueses, que tinham muitas dificuldades para infiltrar na defesa adversária, chegaram ao empate. Com 46 minutos no relógio, Quaresma acertou cruzamento e o brasileiro de nascença Pepe se antecipou à defesa. Parecia um centroavante.


E o jogo foi para o tempo adicional. Por ironia do destino, os ibéricos conquistaram a terceira colocação com gol de pênalti - depois de quatro cobranças desperdiçadas, três contra o Chile e uma diante do próprio México. Aos 14 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Layun colocou a mão na bola e o árbitro não hesitou em apontar a marca da cal. Adrien Silva chamou a responsabilidade e fez 2 a 1.


Os últimos minutos foram tensos. Os benfiquistas Nelson Semedo e Raúl Jiménez foram expulsos por acúmulo de dois cartões amarelos. Sobrou até para o técnico dos Aztecas, conhecido por ser uma pessoa tranquila - saiu após reivindicar um pênalti.


Eliseu jogou os 120 minutos, reforçando a confiança do técnico Fernando Santos. Já Pizzi foi substituído por William Carvalho no início da prorrogação.