4 opções para o Bayern caso o negócio com Alexis Sánchez não avance

Chegamos ao sexto dia de junho e seguimos sem qualquer notícia quanto ao avanço nas negociações entre Alexis Sánchez e o Bayern. Embora o Bild tenha cravado que o clube tem como prioridade sua contratação para a próxima temporada e pretende gastar muito por isso, e Vidal também ter tentado convencê-lo ressaltando o salto que daria na carreira ao juntar-se ao Bayern, Guardiola pretende vir com força para atravessar as conversas, e, dado seu poder de persuasão, isso é sempre perigoso.


Não há qualquer atleta no mundo que atenda às expectativas que depositamos em Alexis Sánchez. Rapidez, bom chute dentro e fora da área, total ausência de medo para partir para jogadas individuais e decidir uma partida: em poucas palavras, é a única e ideal opção para o lugar de Douglas Costa. É um perfil que o Bayern necessita e muito no plantel.


Entretanto, por mais que os jornais cravem grandes chances de o negócio se consolidar, é impossível não adotar uma ótica mais pessimista diante de tamanha indefinição do caso. A cada dia que passa aumentam os rumores, seja de que irá para o City ou de que permanecerá no Arsenal - Wenger já dá a questão de sua permanência como encerrada.


Considerando que Douglas Costa sairá do Bayern e que alguém de peso precisa vir para a ponta-esquerda, na última madrugada me peguei pensando em quem poderia suprir a baixa do brasileiro e o eventual duro golpe que seria perder a contratação do chileno. Foi um exercício difícil e os quatro nomes que separei não chegam aos pés do perfil de Alexis, mas, caso a negociação não vingue, não restaria outra alternativa a não ser considerá-los.


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Seria terrível perder Alexis, mas é preciso considerar que outros poderosos também o almejam


O primeiro nome da minha lista - e o que mais defenderia caso tivéssemos a confirmação do fracasso do negócio - seria Ousmane Dembélé. O Bayern já chegou a ter interesse em contratá-lo ainda quando se destacava no Rennes, da França, mas um ato amador de Michael Reschke acabou com nossas chances no negócio. O diretor técnico do clube simplesmente consultou o empresário antigo do atleta, não o atual.


Seria uma contratação extremamente desgastante e certamente seríamos perturbados durante toda a temporada, já que atua pelo Borussia Dortmund. É inegável que Dembélé é muito promissor, mas dá pena só ao imaginar os primeiros dias deste garoto com a camisa do Bayern. O acolhimento seria natural, mas a pressão pelo sucesso imediato mesclada com as inúmeras provocações certamente poderia prejudicá-lo. Precisamos de alguém mais consolidado para o lugar de Douglas.


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Adaptado ao futebol alemão, Dembélé poderia ser primeira opção caso Alexis não venha


O segundo nome da lista é James Rodriguez, e você não tem noção do desânimo que sinto ao registrar o colombiano dentre os possíveis substitutos de Douglas. Não por ser ruim - muito pelo contrário, é jovem e já se provou no esporte -, mas justamente por ser refugo do Real Madrid. Não acharia interessante começar a aumentar o nível do plantel pegando um jogador preterido justamente da equipe que possivelmente teremos de bater na próxima Champions League.


O terceiro e o quarto nome são bem jovens: Leroy Sané e Thomas Lemar. Como dito acima, se o Bayern perder Alexis, muito provavelmente será para o próprio Arsenal que conseguirá segurá-lo ou para o Manchester City de Guardiola. Sané é ponta-esquerda e provavelmente perderia espaço no City com a vinda do chileno - e aí entramos no mesmo caso do James. E, neste caso, também com o agravante citado no caso do Dembélé, de chegar ainda com o status de promessa. O mesmo serve para Lemar: barato, mas ainda uma incógnita - uma temporada brilhante pelo Monaco não é suficiente para colocar em cima dele tamanha responsabilidade.


Como podemos perceber, o Bayern precisa se empenhar três ou quatro vezes mais do que em uma negociação normal do mercado para trazer Alexis. Não há como se empolgar com qualquer um destes quatro nomes citados - todos bons, mas não ideais. Precisamos ter consciência de que, se há a necessidade de liberar Douglas Costa, é preciso haver um excelente plano B para seu lugar - e o chileno, somente ele, é realmente compatível com nossas ambições futuras.


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