Não há chance de o Bayern ser eliminado pelo Arsenal

Embora o Bayern dê vários motivos para estar sempre confiante, quem acompanha este espaço sabe bem que preferimos tratar sempre com cautela até mesmo os jogos que parecem já estar definidos - mesmo restando ainda outro ou outros jogos pela frente. O contexto, no entanto, é outro quando nos referimos ao jogo de volta contra o Arsenal, válido pelas oitavas de final da Champions League.


Em minhas redes sociais e em todos os textos anteriores a estes - que sucederam a primeira partida da eliminatória -, eu tratei o Bayern como já classificado para as quartas da liga milionária. Sem qualquer ar de superioridade, prepotência ou tom de provocação direcionado aos torcedores do time inglês. A questão que me faz abordar esta narrativa é bastante simples: precisamos entender o tamanho e o valor de um 5 a 1 e principalmente os efeitos que um placar tão positivo (e tão negativo para o oponente) influenciam no andar do jogo.


Getty Images
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Sem chances para o azar


É difícil o Bayern tomar quatro gols em qualquer competição - salvo raras catástrofes, como a ocorrida três anos atrás contra o Real Madrid. É difícil Ancelotti, especialista em armar boas defesas e também em Champions League, não motivar e organizar a equipe a ponto de permitir com que o nada empolgante time de Wenger nos faça passar por um vexame que acabaria com as chances de dar um belo fim de carreira ao nosso já eterno capitão Lahm.


Trabalhando com a pior das hipóteses, você acha mesmo provável que o Bayern, mesmo sofrendo quatro gols, neste meio tempo não marque um ou dois? Quais chances de abertura que o Arsenal daria para atingir seu objetivo não seriam fatais diante um Lewandowski inspirado e em sua melhor forma? Diante de um Thiago, que praticamente coloca a bola onde quer? Diante de laterais que organizam transições rápidas e de um meio eficiente que pode tanto pressionar como cadenciar com a mesma facilidade e habilidade? Até Bernat joga muito bem. 


O Bayern de hoje é o melhor Bayern de 2016/2017. Vem crescendo justamente na etapa decisiva da temporada, algo jamais visto durante a Era Guardiola - a última vez que isso ocorreu foi justamente na temporada da Tríplice Coroa, com Jupp Heynckes. É a prova de que um mês é uma eternidade no futebol e este texto, de 5 de fevereiro, não me deixa mentir. Ainda não sei se o Bayern de hoje está preparado como aquele Bayern de 2012/2013 estava para vencer a Champions, mas uma coisa é certa: existem fatores que nos motivam a crer que é possível. Elenco quase completo, rendimento aumentando jogo após jogo, objetivo cravado e seguido à risca.


É por isso que estou muito tranquilo para este segundo jogo e você também deve estar. De duas, uma: classificação sem sustos, como acreditamos que assim será, ou justa causa para todo mundo.


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