Bayern chega ao 117º aniversário sonhando alto

Todo 27 de fevereiro é mais do que especial para o torcedor do Bayern. Neste 2017, ano em que o clube completa 117 anos de existência, os motivos para comemorar transcendem a habitual comemoração do aniversário: eles englobam também a situação atual em que vivemos dentro de campo.


É uma relação de ódio e amor em curto espaço de tempo, algo comum no futebol. Até dois meses atrás, assim que a primeira metade da temporada havia se encerrado, as perspectivas realmente não eram boas. Futebol pouco convincente na Bundesliga, um tropeço vexaminoso para o Rostov na Champions League e a segunda colocação no grupo colocaram dúvidas na cabeça do torcedor bávaro.


Agora, no final de fevereiro, não tivemos mudanças radicais em nossa forma de jogar. Não vou mentir para você e dizer que o clube joga o fino da bola. Joga, no entanto, de maneira mais conjunta, encaixada. As engrenagens parecem finalmente trabalhar de forma sincronizada.


Getty Images
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Bayern, 117 anos


Golear o Hamburgo na Allianz Arena passa longe de ser algo incomum. Cada goleada, no entanto, não deixa de ser bastante especial. Dois anos atrás, quando o Bayern era então comandado por Guardiola, o Gigante da Baviera havia aplicado em Munique oito gols no rival do norte - exatamente o placar deste último final de semana, sem sofrer um gol sequer. Na ocasião eu disse, aqui neste espaço, que nunca antes na Era Guardiola tínhamos visto um Bayern tão semelhante como o Heynckes com aquela brilhante e convincente goleada. No sábado foi diferente, não vimos um Bayern semelhante ao de Heynckes, mas sim já com as digitais de Ancelotti.


As coisas ainda não funcionam como devem ser, mas, até quando damos chance para o azar, temos atuação segura e convincente. Claro que me refiro ao jogo contra o Arsenal, válido pela primeira perna das oitavas da Champions. Ancelotti foi a campo com o já sempre cornetado Alonso e um 4-3-3, mas os ingleses deram tanta liberdade para nossa criação que Thiago, livre pelo meio, transformou aquele padrão de jogo em um perigosíssimo e eficiente 4-2-3-1. Não apenas massacramos o adversário, como também carimbamos vaga para as quartas de final da competição milionária. É a sorte sorrindo para nosso lado.


A certa altura da temporada, os torcedores não tinham nem esperanças no título da Bundesliga. Diziam alguns que seria um término de temporada frustrante e sem taças, algo que há muito tempo não ocorre. A liderança isolada na Bundesliga e a garantia de uma vaga entre os oito melhores da Europa, hoje, provam que o panorama não deve ser tão pessimista. Faltando três meses para o término da temporada, dá, sim, para sonhar com uma possível Tríplice Coroa. Perceba: é a primeira vez que falo dela desde que Ancelotti chegou ao clube. Por tudo já vivido nestes sete primeiros meses, essa possibilidade, pelo simples fato de existir, já é um belíssimo presente de aniversário para o clube e seus torcedores.


#OisGuadeFCBayern! #117Jahre


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