Show de Neymar foi o grande momento da goleada do Barcelona

Fazer quatro gols na segunda melhor defesa do campeonato não é uma tarefa fácil, seja qual for a situação. Por toda a dificuldade do primeiro tempo, surpreende a vitória do Barcelona por 4 a 1 sobre o Villarreal, um placar muito mais elástico do que poderíamos imaginar antes do jogo.



Apesar de ter sofrido apenas um gol, foi uma atuação insegura da defesa em muitos momentos. A própria jogada do empate do Villarreal nasceu em uma linha de impedimento mal feita no meio de campo, um lance totalmente inocente do sistema defensivo.


Digne jogou no lugar de Alba, mas não foi ele o problema em nenhum momento. O francês, que recuperou 12 bolas durante o jogo, compromete muito mais no ataque, onde quase não acerta cruzamentos ou passes mais objetivos no terço final do campo, do que na defesa, onde costuma cumprir bem seu papel.


Individualmente, os defensores vão bem. Taticamente, há problemas que vêm desde o começo da temporada e provavelmente não serão corrigidos nessa reta final. A pressão do Villarreal na saída de bola também dificultou a vida do Barça, e erros de Stegen e Busquets poderiam ter complicado a partida.


Getty Images
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Fragilidade na defesa, mas Messi e Neymar decisivos no ataque


Do meio pra frente, o jogo foi mais tranquilo. Rakitic não apareceu tanto, acertou 44 passes, enquanto Iniesta acertou 94 dos 98 passes que tentou. Ambos foram fundamentais no começo da partida quando o Barcelona dominou a posse e não deixou o Villarreal passar do meio de campo.


Quem definiu o jogo, entretanto, foi o trio MSN. No primeiro tempo, Neymar fez o gol que abriu o placar e Messi deixou o Barça em vantagem pouco antes dos 45. O argentino foi o melhor dos três na etapa inicial, foi o que levou mais perigo à defesa adversária.


No segundo tempo, Messi deixou mais um e Suárez também fez o seu, mas o show foi de Neymar. Além de participar objetivamente das jogadas, com passes importantes e procurando espaço na zaga adversária (além de perder um gol feito), o brasileiro deu um banho de habilidade nos zagueiros com dribles desconcertantes.


Não foi só um show para a torcida ver, nem uma forma de tentar humilhar os rivais. É só assistir o jogo novamente e reparar como todos os dribles tem um objetivo claro de encontrar espaço onde não há. É recurso, puro e simples. Bom, simples para ele, que consegue fazer mágica com os pés.



Esse era o jogo mais difícil do Barcelona nesta reta final e a vitória foi animadora pelo desempenho do ataque. A defesa tem problemas, mas contra Las Palmas e Eibar é esperado que as deficiências do sistema não comprometam o resultado. Os jogadores têm consciência do que precisam fazer nesses dois últimos jogos para manter as esperanças do título. Falta ter mais sorte para o rival tropeçar.