Segue a dúvida: até onde esse Barça pode chegar?

Apesar da péssima escolha de Valverde por André Gomes aberto na ponta direita, deixando o time desequilibrado e quase com um a menos até o meio do segundo tempo.

Apesar de Messi ter ficado sobrecarregado e ter sido encaixotado algumas vezes pela forte defesa colchonera.

Apesar da falta de profundidade pela ausência de um ponta agudo durante quase todo o jogo.

E apesar de Paulinho só ter entrado no fim, a estreia do Barcelona no novo estádio do Atlético de Madrid foi positiva, mas não sei se suficiente para alçar grandes voos.


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Mais uma escalação diferente testada


Mais um teste de peso nesta nova temporada (juntamente com o duelo frente a Juventus), em que a equipe mostrou maturidade e excelente poder de reação. Fazia tempo que o elenco culé não marcava um gol decisivo sem a participação de seu camisa 10, o que é preciso ser destacado.

Os testes de Valverde para achar o time ideal na vaga de Dembélé seguem inconstantes. Desta vez, André Gomes é quem foi testado e pra piorar, fora de posição. O Barcelona ainda vai camelar nessa busca, porque, apesar de Paulinho ter sido equivocadamente preterido neste duelo, ele também nao será a escolha perfeita em todos os cenários.

Valverde errou na escalação incial, mas fez boas trocas na segunda etapa. Deulofeu deu mais equilibrio e mais profundidade pela ponta direita e Sergi Roberto se mostrou mais ousado na vaga de Semedo. Foi dos pés do jovem Sergi que saiu o excelente cruzamento para Suárez voltar a ser decisivo. Um gol de cabeça com a prova do "up" do novo elenco, pois o uruguaio conseguiu cabecear sozinho e executar uma jogada antes rara com a ajuda da penetração de Paulinho, que ajudou a confundir a defesa.


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Suárez voltando a ser decisivo


No fim das contas, pelas inúmeras chances criadas e pela pressão imposta na segunda etapa, o Barcelona merecia ter saído com a vitória. Mas mesmo tendo sido superior diante de oponente de camisa pesada, este Barça ainda deixa dúvidas de onde pode chegar. Apesar do brilhantismo de Messi, das sempre boas atuações de Stegen, Umtiti, Iniesta e Busquets e do poder de decisão de Suárez, parece que a falta de um grande craque vai pesar na hora dos mata-matas da Champions - mesmo com o retorno de Dembélé em janeiro.

A sensação final desta partida foi de que na hora do vamos ver os adversários irão repetir esta fórmula de Simeone, se matando para diminuir as ações de Messi com 4 marcadores em cima, deixando poucas alternativas. Justamente o contrário do que ocorreu no Wanda Metropolitano, mas sabemos que quartas e semi de Champions são outra pegada.

Vencer a Liga Espanhola ainda parece mais administrável partida a partida, ainda mais com a bela vantagem de 5 pontos já alcançada nas primeiras 8 rodadas, mas, hoje, visualizar este time em uma final de Champions League seria ser otimista demais. Infelizmente.

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