O fim do tabu com Buffon não altera o tamanho de Messi

A bola de melhor jogador da história, enfim, entrou no gol do melhor goleiro da história. 

Dois golaços com a assinatura deste ser imparável que figura em uma prateleira única no futebol, ao lado apenas do Rei Pelé. Dois golaços que estão fazendo o mundo mais uma vez ovacionar a lenda argentina.

Agora, como de costume, Lionel Messi possui 8 gols em 6 jogos na temporada 2017/2018, tendo sido o melhor em campo em pelo menos 4 destas 6 partidas.

Novidade? Nenhuma.

Não é porque a bola entrou no gol de Buffon que a análise deveria mudar. Neste caso, não deveria. Messi sempre dá espetáculos, mesmo quando não marca, mesmo quando não vence. Ao longo de uma temporada, normalmente, Lionel Messi faz 90% dos seus jogos acima da nota 7. Sempre decisivo, joga mal no máximo 5 partidas ao longo de todos os campeonatos.


Getty Images
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Mais um show do maior de todos


O gol não modifica o desempenho, e estes dois gols servem de lição para muito corneteiro passional ou profissional.

Na temporada passada, pelas quartas de final da Champions, o Barça caiu diante da Juventus. Na primeira partida 3 a 0 Juve, mas com Messi sendo um dos melhores em campo, criando vãrias chances, entre elas, duas assistências primorosas para Iniesta e Suárez, que acabaram desperdiçando dois gols feitos. Na partida de volta o placar terminou em 0 a 0, mas Messi novamente foi o melhor em campo. Finalizou 6 vezes a gol, criou oportunidades, driblou, tentou de tudo, mas a bola naquele dia não entrou por centimetros. Foi a deixa perfeita para os oportunistas tentarem dizer que Messi não decide mais como antes.

Na noite passada o cenário era praticamente o mesmo do ano passado, mesmo com a Juve desfalcada, mesmo com o Barça sem Neymar. Jogo travado, Juventus ameaçando, fim do primeiro tempo chegando com mais um zero na placar, até que Messi ignora o passe óbvio na ultrapassagem de Jordi Alba, faz mais uma de suas tabelas mágicas em um curto espaço de campo, limpa, chuta e... gol. A bola dessa vez entrou.


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Mais um golaço entre 4 defensores


O gol mudou o placar final, pode ter mudado as estratégias e a tática das equipes. Mas pergunte ao Buffon, pergunte aos jogadores da Vecchia Signora se Messi mudou em alguma coisa.

Especialmente no caso deste ser extraterrestre que atua em todas partes do campo driblando, armando e rompendo linhas sempre cercado por três defensores, o destino da bola nunca vai alterar sua genialidade e não deveria alterar a opinião de quem só enxerga valor quando a bola entra.

O tabu com Gigi Buffon caiu, mas Lionel Messi será sempre o melhor de todos.


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