Lionel Messi e Cristiano Ronaldo não podem viver separados

O Jornal A Bola de Portugal estampou hoje em sua capa:"Cristiano quer abandonar a Espanha".

O jogador estaria "muito indignado" com tudo relacionado ao processo em que é acusado pela Promotoria da capital da Espanha de sonegar 14,7 milhões de euros (R$ 54,4 milhões) ao fisco espanhol.

No mesmo momento em que li a notícia, não comemorei a possível perda do maior rival do Barça; foi justamente o contrário, lamentei a possível separação da maior rivalidade contemporânea da história do futebol.


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Barça x Madrid sem Messi x CR7 seria mais pobre


Apesar de todos conhecerem a minha opinião de que Messi está à frente do português, não tem nada mais atrativo e fantástico do que ver estes dois craques dividindo artilharias, finais, títulos, super clássicos e Bolas de Ouro.
 
Cristiano é dois anos mais velho, já está em outro momento da carreira e não tem a mesma ligação afetiva com o clube e com a torcida como tem o gênio argentino, que chegou com 13 anos ao clube catalão. Por isso, somado ao caso de fraude fiscal, realmente essa possibilidade pode ter fundamentos, ainda mais para uma máquina de gols que não tem mais nada o que provar em Madrid.


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Messi ama dar show no Bernabéu de Cristiano Ronaldo


Quem perde com isso é o futebol. A rivalidade, que já está mais perto do fim, seria encurtada pela distância entre os donos da última década. Compará-los em ligas distintas não teria a mesma graça e a possibilidade de encontros seria menos provável, apenas em mata-mata de Champions ou quem sabe na Copa da Rússia 2018.

Por favor, não vá embora, Cristiano. A magnitude de Messi reluz ainda mais quando tem você do outro lado. 

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