A própria torcida diminui a grandeza do Bahia

Há algumas rodadas, o Bahia era tido como um mero coadjuvante, o chamado "cumpre tabela". Erros gravíssimos no futebol pareciam que seriam refletidos no mês da eleição a presidente do clube. Em quem votar? Em quem colocar a confiança no próximo triênio?


Eu costumo enfatizar e sempre bater na tecla da perseverança. A torcida do Bahia é o maior patrimônio que o clube tem e o mesmo precisa estar junto dela. Nós abraçamos a causa, respeitamos a decisão de Marcelo Sant'Ana em efetivar Preto Casagrande quando não tinha as mínimas condições de fazer do futebol não apenas um "baba", mas de dar continuidade àquilo que Guto tinha feito no início da temporada. A torcida sempre jogou junto do seu time, sempre apoiou em praticamente TODAS as causas.


Gazeta Press
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Mendoza mais uma vez apagado, nao mostrou o que sabe fazer


Mas a causa de aceitar mais um ano na mesmice não descia de maneira alguma. A promessa e esperança da "A vez do Futebol" chegavam ao fim sem nenhum resultado satisfatório (pois não me digam que Copa do Nordeste é comparação para o cenário nacional) e o medo rondava pelas arquibancadas do que seria a tal eleição do dia 9 de dezembro com um time dentro de campo falido. Mas nem tudo estava perdido. Eis que um anjo que caia do céu chamado Paulo Cesar Carpegiani bagunçou o coreto de todos nós tricolores já tristes e acostumados a mais um ano de mediocridade. Em apenas 6 dias, mexeu no time de forma sábia e os resultados começaram a aparecer.


Despachamos Corinthians, empatamos com Palmeiras fora e a confiança começara a surgir nos bastidores e na própria torcida. Mas é nesse ponto que eu quero chegar. A torcida do Bahia, obviamente me incluindo, é simplesmente ILUDIDA. Não se pode ganhar um jogo que o torcedor já está comprando passagem para o Mundial de Clubes. A ilusão toma conta de Salvador e região, pelos interiores do país e fora dele. A ânsia de jogar um torneio internacional só diminui a grandeza que o clube proporciona. A derrota para Sport e Chapecoense mostrou ao seu torcedor que não podemos nos iludir, pois confesso que a frustração do dia seguinte é a pior de todas.


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Carpegiani arrumou o time, mas precisou de mais atitude dos jogadores


Como eu disse no Twitter logo após a partida: os torcedores precisam parar de fazer a famosa lista de culpados para cada derrota. A mesma faz parte do futebol e temos que aprender a lidar com isso. Devemos aceitar péssimos jogos? Não. Aceitar mediocridade? Tampouco. Mas precisamos sempre carregar a perseverança como atitude.


Matematicamente o Bahia ainda tem chances de lutar pela Libertadores, mas depois da entrega diante do Sport e da Chape eu não me iludo mais. Deveríamos fazer nosso papel sem essa pressão toda, pois a mesma não é sadia aos atletas. Ficam a advertência e o aprendizado.


Sem ilusão, mas sempre na perseverança de dias melhores. BBMP


#OBahiaEmPrimeiroLugar