Avaí: a pior parte é encarar os números da tabela

“O Avaí se afogou em pouca água”. Essa foi a frase usada por um dos comentaristas da Guarujá AM. A liderança do segundo turno acabou junto com invencibilidade e toda “fase boa”. Quando estávamos afundando, passamos a nadar de braçadas largas e respiramos. Agora, em águas rasas, em rodadas que nos favorecem, somos puxados pela maré. Tudo isso, ao fim do dia, resume-se em números na tabela, que está ficando cada vez mais difícil de encarar.


Eu não consigo encarar a tabela. Mês passado, eu estava vislumbrando a chegada às primeiras dez posições. A equipe estava embalada e o trabalho em campo era satisfatório. Outubro começou e com ele veio a “zica”. Avaí volta a ser desfavorecido em casa, perdendo para o lanterna e para o Vasco. A torcida aderiu à campanha #SomarParaFicar, mas nem isso tem ajudado.


Fernando Remor/Gazeta Press
Fernando Remor/Gazeta Press

Depois do gol de Betão, a torcida bem que tentou empurrar o Avaí


Se depender de saldo de gols, estamos perdidos. Compartilhamos o pior número da competição junto com o Atlético Goianiense: 15 negativo. Esse número não se deve à defesa. Até que temos uma zaga boa e consistente. A pior parte da equipe é o ataque. E o Avaí tem o pior ataque (em números) do campeonato, com apenas 17 gols em 27 rodadas. Para se ter ideia, o próprio lanterna tem 27 gols ao todo e não consegue sair da última colocação.


Não consigo encarar a tabela. É cruel.


Ainda em outubro, o Leão tem quatro jogos: Fluminense (fora), Botafogo (casa), Ponte Preta (fora) e Grêmio (casa). Para o Avaí seguinte brigando sem desespero e eu conseguir encarar a tabela, precisamos, pelo menos, oito pontos ao término deste mês. Como eles vão conseguir não é problema meu, “vocês que se virem”.