Último jogo do turno foi retrato da campanha do Avaí em 2017

Foi-se o primeiro turno. Foi-se metade do campeonato. Agora, tudo começa de novo para o Avaí, porém em desvantagem. Nessa partida de encerramento de um ciclo negativo, o que vimos em campo foi um retrato da campanha de 2017. Momentos bons, ruins e muita sorte.


Começando por momentos ruins. Durante a temporada, principalmente no Brasileirão, o Avaí teve apagões inexplicáveis, como as derrotas por 4 a 1 contra Coritiba e 5 a 0 contra o Atlético Paranaense. Nesse jogo contra o Santos, houve momentos em que o Leão simplesmente foi envolvido nos passes do Peixe e não conseguiu se organizar. Essa falha do time mostrou que a equipe só sabe jogar no contra-ataque. Falta de criatividade também é um aspecto negativo dessa equipe. Apesar do esforço, as poucas oportunidades boas são desperdiçadas.


Maria Luisa Dias/Gazeta Press
Maria Luisa Dias/Gazeta Press

No último lance do jogo, Dutra parou na defesa de Vanderlei


Sobre isso, lembro dos bons momentos, como quando vencemos Grêmio, Botafogo e Cruzeiro. Foram bons, pois conseguimos matar o jogo em um ou dois lances. Porém, não é só isso. Aqueles dias foram protagonizados pelo gigante Douglas, goleiro que caiu nas graças da torcida pelas atuações milagrosas. Contra o Santos, também tivemos bons momentos. O jogo estava aberto e por um momento pensei que a vitória seria certa e fácil. Só que aí entra a sorte.


Sorte de Alemão, quando cabeceou contra a própria meta, mas a bola foi no travessão. Sorte de Douglas, que ficou vendido em uma pancada de Zeca, de fora da área, que também parou no travessão. Sorte do Santos quando o chute de Juan caprichosamente acertou a trave.


Sábado começa um novo campeonato. O objetivo ainda é o mesmo: 45 pontos. Nos próximo meses, não quero voltar a falar de sorte, mas sim de competência. Só que tenho medo de recorrer a ela como explicação por mais 19 jogos.