Avaí paga o preço por não vencer confrontos diretos contra o rebaixamento

Desculpe pelo clichê, mas, em campeonato de pontos corridos, “cada rodada é uma final”. Pelo menos foi isso que os jogadores do Avaí disseram antes de entrar em campo pela primeira partida da série A deste ano. Além desse “detalhe”, existem confrontos diretos que vão se desenhando no desenrolar do torneio. Isso não é mérito dos que disputam as primeiras colocações. Pelo contrário, nós que lutamos contra o rebaixamento de ponta a ponta, também temos confrontos diretos.


Hoje, infelizmente, perdemos mais uma dessas partidas importantíssimas. Neste primeiro turno, se olharmos de baixo para cima na tabela, perdemos para Atlético Goianiense, Coritiba, São Paulo, Atlético Paranaense e Chapecoense. Empatamos com Vitória, Bahia e Ponte Preta.


Esses pontos se foram e o Avaí paga o preço, angustiado pelas chances perdidas e ansioso pela sonhada permanência. Agora, o máximo que se pode conquistar são 20 pontos, em caso de vitória contra o Santos, no domingo, na Ressacada. Caso contrário, estaremos abaixo da metade do necessário para escapar do rebaixamento.


Geraldo Bubniak/Gazeta Press
Geraldo Bubniak/Gazeta Press

Sobre a sorte: essa também não está mais do nosso lado


As duas últimas derrotas mostraram um limite do Avaí em termos de criatividade. Desde o jogo contra o Cruzeiro, quando vencemos por conta de um lance só, Palmeiras e Atlético Paranaense venceram o Leão com bastante facilidade. Antes, o time jogava no contra-ataque e mostrava algum sentido no que fazia. Agora, o time simplesmente decide não jogar. Essa postura precisa mudar urgentemente.


Em tempo: semana passada elogiei o Claudinei e a permanência dele. Acho que mesmo assim a situação vai ficar insustentável. Terminando o primeiro turno desta maneira, surge o cenário perfeito para a diretoria trocar de treinador.