‘Esse Avaí faz coisa’: o dia em que Douglas pegou até pensamento

Pode comemorar, meu querido. “Esse Avaí faz coisa!”


Eu já havia escrito aqui sobre o fundo de poço em que o time estava e como um empate seria lucro contra o Botafogo. Engano, saímos do Engenhão com uma vitória surpreendente. Não quero falar tanto dos dois gols do Joel, mas de como o goleiro Douglas foi o principal jogador da partida.


Preciso admitir que o discurso do Claudinei faz muito sentido neste momento: “Não somos o melhor time do mundo quando ganhamos, nem o pior quando perdemos”. Temos todo o direito de comemorar o triunfo, mas não podemos nos esquecer que o Botafogo finalizou 29 vezes, sendo 20 para fora e nove defendidas por Douglas. O “galego” fechou o gol, saiu bem em todas as bolas, escanteios e cruzamentos.


Até o técnico Jair Ventura ironizava à beira do campo, rindo como quem diz: “hoje não vai entrar”. Lá em casa, narrando a partida junto com o pessoal da transmissão, eu também dizia: “hoje não entra nada”. Quando entrou, havia falta no lance. Por outro lado, o Avaí precisou de dois lances para marcar os gols do jogo.


André Paiva/Gazeta Press
André Paiva/Gazeta Press

Joel, concretizando a 'lei do ex', contra o Botafogo


Na quarta, tivemos nossa pior partida do ano, sendo “coroada” com a falha do goleiro Kozlinski e gol contra do estreante Maicon, campeão de tudo. Nessa segunda, nossa melhor, coroada com a atuação de um jogador brilhante e bem preparado como Douglas e a velocidade e precisão de Joel, o cruel.


Por fim, talvez você não tenha se questionado, mas a pressão botafoguense teve um motivo. Por diversas vezes, a recomposição defensiva não dava conta e abria espaços. Nas bolas paradas, o Fogão sempre tinha a sobra. Essas sobras geravam mais chutes ou então cruzamentos, que totalizaram 66. Nosso contra-ataque só deu certo, pois eles estavam muito expostos e Joel foi preciso no chute. Caso contrário, poderia ter sido outro dia de “quase marcamos”.


A situação parece estar melhorando, principalmente pelo calendário, pois alguns clubes vão disputar outros campeonatos e nós ficamos focados só no Brasileirão. Um dos meus desejos para acertar as contas é voltar a vencer em casa e não colocar mais Diego Tavares em campo. Por favor, Claudinei, esse jogador não tem “bola” para o nosso Avaí.