Mesmo dentro da Ressacada, nada mais dá certo ao Avaí

Esses dias, li que um dos times daqui de Floripa estava no fundo do poço. Hoje, tive a certeza de que o nosso Avaí está chegando lá também. E vai ser difícil subir dali. 


À tarde, quando ainda éramos invictos na Ressacada, no Brasileirão, pensei que o time teria outra cara. A expectativa se dava pela entrada de Maicon. O lateral campeão de tudo estava há mais de um ano sem jogar. Nas palavras do treinador, essa não era a hora exata para ele estrear, mas o terrível momento falou mais alto e a ordem veio: Maicon joga.


O começo do jogo foi interessante, equilibrado. Até o goleirão Kozlinski estragar tudo. Caro, torcedor, se você é goleiro e recebe uma bola na fogueira. Na sua frente, o Ceifador vem babando. O artilheiro do campeonato quer roubar a bola, te deixar no chão e abrir o placar. O que você faz? Tenta driblar? Não preciso descrever o que aconteceu, né? Lamentável.


Eduardo Valente/Gazeta Press
Eduardo Valente/Gazeta Press

Kozlinski, de hoje em diante só use as mãos, por favor


Foi o balde de água fria. Daí pra frente, veio gol contra de Maicon, depois um chute, também desviado por ele, estufaria as redes para o terceiro gol do Fluminense.


Aquela injeção de ânimo do jogão que fizemos contra o Flamengo se foi em dois dias. Ficou um time fraco, nervoso, desesperado e sem comando.


Por fim, sobre os estreantes, apenas Joel jogou bem. Maicon vai levar um tempo para aguentar 90 minutos de correria. Sobre o treinador, sou contra esse “troca-troca” tupiniquim, porém a saída de Claudinei será inevitável caso a situação não mude nas próximas duas ou três rodadas.


Perdi as contas dos pontos que faltam, não quero pensar nisso agora. Só quero que meu Avaí volte a jogar com raça.