E agora, Avaí: o que eu conto lá em casa?

Nem fui para casa. Parti direto para o bar, já que não tenho PFC em casa.

Cheguei altivo. "Três pontos é obrigação", pensei. Quando as equipes estavam perfiladas, Alemão era o primeiro da fila, cantando o Hino Nacional. Virei para um carinha da mesa ao lado e mandei um "esse Alemão é o melhor jogador desse time, jogou muito contra o Flamengo". O desinteressado seguiu mexendo no celular. Devia ser do Estreito.


A bola rola e vejo o Atlético Goianiense rápido demais, enquanto o Avaí parecia outro, aquele que perdeu para o São Paulo e Chapecoense no começo do campeonato. Os donos da casa atacavam com muita velocidade e todo lance assustava. Para se ter uma ideia, chutaram 20 vezes ao gol, enquanto o Leão se contentou com três finalizações.



De repente, gol deles. Já xinguei meio mundo dentro do bar. Muitos acompanharam minha indignação. "Como que consegue jogar tão bem domingo e tão mal hoje?", reclamamos. Logo depois, a câmera flagra duas cenas marcantes (e terríveis). Alemão com a mão na virilha, com aquela cara de “não dá mais”. Esse tipo lesão preocupa, pois vem “do nada” e pode demorar para passar. A outra cena era o zagueiro Gustavo tirando o colete de reserva.

Troca feita, lateral batido, Judson lança Juan, que dá um toque preciso para o gol. 1 a 1 e pensei: vamos virar. Engano. Um dos lances subsequentes foi uma troca de passes pela lateral esquerda do campo de ataque e Everaldo saiu na correria contra Betão, que perdeu por ser mais lento. Gustavo tentou chegar, mas, nossa, que delay. A finalização não deu em nada, mas já bateu aquela depressão. “Tudo de novo”, pensei.

Daí para frente, só lamentei. Quanto o juiz apitou o pênalti do terceiro gol goianiense, eu já estava dentro do Uber, perto de casa, pensando o que falar quando chegasse.

Pela primeira vez neste campeonato, tivemos 51% de posse de bola, mas fomos massacrados. Desculpe, Marquinhos, pensei que sem você o time jogaria melhor. Pode voltar, por favor.

Contra o Vasco, na próxima rodada, fora de casa, não temos Alemão, Betão e Luan. Desculpe, torcedor, vai ser mais um jogo “daqueles”.

Boa sorte para nós.