Marcações divididas e contra-ataque: a cara do novo Avaí

Nos nossos três primeiros jogos, reclamei bastante da “falta de meio campo” do Avaí. Estávamos com base de 40 lançamentos por jogo. Nessa última partida, agora com um meio campo funcionando, apenas 17. Quando eu digo que o setor deu certo, refiro-me aos passes trocados por ali e a presença de Juan, que dividiu as marcações adversária com Marquinhos. Antes, os defensores fechavam o M10 e tudo parava por ali mesmo.


Separei alguns lances para mostrar, na prática, como o Avaí deu certo no último jogo.


1 – Contra-ataque pela lateral


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Contra-ataque pela direita


Nesse lance, dois avaianos sobem contra quatro adversários. No decorres da jogada, Juan chegou (perto do árbitro) e outro defensor. A jogada foi um contra golpe pelo lado direito e Capa foi o responsável pela velocidade da jogada e toque final para finalização de Rômulo, que está entre dois zagueiros. Por pouco não saiu o primeiro gol do Avaí. Esse tipo de jogada ainda não tinha dado certo. Pelo visto, as coisas se acertaram e deve ser uma das principais armas da equipe.


2 – Troca de passes e finalização de frente para o gol


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Troca de passes perto da área: outrora raridade


Vamos parar para relembrar. Quando foi a última vez que você viu o Avaí trocar passes de primeira, na “boca” da grande área e chutar com perigo. Faz tempo, amigo. Nesse lance, Marquinhos, Dutra e Juan tabelaram com precisão. Na imagem, Juan está armando o chute que passou rente à trave. O reforço, sem dúvidas, ajudou a dividir a marcação. Além disso, também acredito que o Sport estava mal preparado para a peleja. Outra coisa, fazia tempo que não via sete jogadores avaianos em um lance só de ataque.


3 – Exposição perigosa


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Ataque em volume deixou a defesa exposta


Nessa imagem podemos ver a finalização do Sport em um lance de contra-ataque que, na hora, pensei que seria gol. Eles chegaram na nossa área com quatro atletas. No chute final, estavam em praticamente seis. Kozlinski foi quem salvou essa daí. Esse tipo de exposição é perigoso. Nossos próximos adversários, Flamengo e Galo, podem não perdoar.


4 – O gol


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Gol surgiu de uma jogada individual pela esquerda


Esse lance foi lindo. Pela lateral, novamente, só que desta vez a esquerda, Capa dribla e corre para a grande área para cruzar. O toque rasteiro tem um pequeno desvio e chega limpa para Rômulo, lá em cima na imagem, bater para o gol. Tavares e Dutra estão dentro da área, enquanto Juan chega junto pela esquerda. Esse volume todo não existiu em jogos passados. Somando isso à precisão da jogada, o gol saiu.


5 – Quem marcar?


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Marquinhos puxou a marcação e livrou Dutra para o chute


A defesa do Sport vacilou e não marcou Dutra, que recebeu livre e chutou. A bola passou muito perto. Podemos ver que Marquinhos entra na área e leva consigo a marcação. Novamente, na parte superior Rômulo e embaixo Juan fez o passe final.


Pois bem. Fizemos uma ótima partida que precedeu dois duelos incertos e de extrema exigência mental e física: Atlético Mineiro, em Belo Horizonte, e Flamengo, em Floripa. A postura certamente será defensiva, a posse de bola também será mais deles que nossa. No entanto, com as laterais e o meio campo acertando essa transição, nossas chances de gols aumentam.
Pra cima deles, Leão!