Avaí: de quem é a culpa de tamanho desastre?

Dos times que subiram para a elite no final da temporada passada, apenas Avaí e Atlético Goianiense não venceram. Nosso lado tá ainda pior, pois nem gol marcou. Vasco está traquilo com seis pontos e Bahia tem três – e já enfiou uma sacolada no Atlético-PR, na primeira rodada. Faltam 35 rodadas para o fim do campeonato e já estamos angustiados. Como bons torcedores, queremos achar o(s) culpado(s).

Jogo após jogo, entramos com um a menos em campo. Quando o adversário é organizado, fica muito fácil bloquear Marquinhos, que nada faz além de dar toquinhos “estilosos” numa utopia que só ele entende. Pergunto-me se o time está fechado com ele ou com o treinador. De qualquer maneira, sem desmerecer a trajetória do atleta, chegou a hora de ceder espaço a outro profissional que apresente melhor desempenho e faça o meio campo funcionar, seja lá quem for.

O treinador estava indo bem no começo do ano. Ok, era estadual, mas o sistema funcionava. Agora, no Brasileirão, parece que os atletas não conseguem jogar com a mesma tranquilidade. São 90 minutos de futebol ruim. A melhor partida foi contra o Vitória, na abertura. Quando o treinador pode brilhar e alterar o plantel, coloca um tal de Diego Tavares. Se é para colocar Diego, que seja o Jardel. Depois, a entrada do jovem Lourenço não fez sentido. Trouxeram um atacante rápido, que é o Marcelinho, outrora eleito melhor jogar na Índia (não é grandes coisas, mas é um título) e seguem apostando em Lourenço, da base. Nada contra, mas Brasileirão não perdoa. As respostas dos suplentes devem ser rápidas.


Renato Padinha/Gazeta Press
Renato Padinha/Gazeta Press

Não vamos culpar o Betão, mas chega de resenha, meu querido


Joceli, diretor de esportes do clube, deve estar de cabeça quente. Semana após semana, a torcida ouve um novo “grande nome” a ser contratado. No final, acabam abrindo filial do Paraná Clube, trazendo atletas de lá. Precisamos de laterais melhores ou os que estão precisam evoluir. Gosto do contestado Luan. Ele consegue ajudar no trabalho do grupo quando as demais partes funcionam. Contra a Chape, ele precisou sair jogando, o que, obviamente, não deu certo.

Como julgar os atacantes? As bolas não chegam. Quando chegam, é cada tijolada no peito que dá até vergonha.



O presidente Battistotti, calmo, precisa seguir com a cabeça no lugar. Porém, amigo, eu não queria estar na pele dele. Dois objetivos do Avaí em 2017: saúde financeira e permanência na elite. Parece que o Leão vai precisar criar dívidas para pagar reforços e se salvar. O presidente também tem o desafio de bancar o treinador e exigir resultados. Caso contrário, Claudinei não termina junho na Ressacada.


Historicamente, nos últimos cinco Campeonatos Brasileiros, 45 pontos era o limite para escapar do rebaixamento. Ainda há tempo. Faltam 44 pontos e 35 jogos.