Avaí: o campeonato está só no começo, mas não suportamos esse sofrimento

O segundo gol do São Paulo foi um resumo da partida. Naquele lance, cinco (contando o goleiro) jogadores do Avaí não conseguiram parar Luiz Araújo. Resumiu, pois mostrou que fomos medrosos, desatentos e pouco aguerridos. Nosso adversário era superior, sim. Pratto, Cueva, Cícero, Jucilei, Rodrigo Caio e cia, todos atletas acostumados a enfrentar grandes equipes. Infelizmente, o Leão não se comportou como grande e se encolheu.

Não é o fim do mundo, mas o sinal fica amarelo. Paramos, aqui, para refletir em como serão as atuações do Avaí contra os considerados grandes, aqueles com folha salarial muitas vezes maior do que a nossa. Aquela equipe finalista do catarinense sumiu na chuva paulistana. Esperávamos mais imposição, mais técnica, mas, novamente, sobrou correria.

O São Paulo ainda se arriscou e tomou alguns sustos, mas a finalização avaiana precisa melhorar muito. Todos os nove chutes ao gol foram para fora, enquanto o tricolor acertou 4 na meta e dois estufaram as redes. Novamente, posse de bola baixa, apenas 43%. Em uma falha do Lugano, Marquinhos perdeu a melhor chance do Avaí, no começo do primeiro tempo. Erros como aquele, pouca movimentação e “manias” de lançamentos mágicos (e irresponsáveis) mostram uma grande interrogação na cabeça do torcedor, em relação ao capitão.


Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Cordialidade à parte, Betão, não temos muitos motivos para sorrir


Me pergunto, até que ponto vale manter um atleta que “precisa de uma bola”, mas nem essas ele acerta? Foram apenas duas rodadas e não quero colocar a culpa toda no M10, mas toquezinho daqui e “efeitinho” dali só cansam os parceiros. Sobre Diego Tavares ser titular no lugar do lesionado Júnior Dutra, eu entendi o que Claudinei quis fazer. Aliás, o pessoal do Premiere viajou achando que ele seria o centroavante, só por estar vestindo a 9. O que houve foi simples: Rômulo subiu para a posição de Dutra e deixou a meia direita para Tavares, que é lateral de origem e pode fazer essa função. Desta forma, a linha de 4 era, da esquerda para a direita, Denilson, Marquinhos, Judson e Diego.
Na zaga, muitas falhas e nervosismo. Os laterais só correram. Denilson, que já ouve gritos de “mercenário” na Ressacada, ineficiente. Judson e Luan fazem o que pode, desde marcar até finalizar. Marquinhos segue perdendo gols e lento. Ao Rômulo não chega bola, e nas poucas vezes, não consegue finalizar corretamente.


Segunda-feira que vem, na Arena Condá, precisamos daquele mesmo espírito da final do Catarinense. Luta, imposição, bola nos pés, e por favor, pessoal, chutem ao gol. Pelo torcedor e por aqueles que te escalam no Cartola.