Avaí: partida de Série A, velhos hábitos de Série B

A festa do retorno poderia ter sido mais bonita. Talvez por coincidir com o Dia das Mães, o torcedor não compareceu em peso à Ressacada. Apenas 4.798 pessoas estavam presentes na casa avaiana para celebrar o retorno à primeira divisão do Brasileirão. Nossa torcida, tão importante para o Leão, pouco pôde fazer nessa partida.



Avaí e Vitória empatam em primeiro jogo sem gols do Brasileirão



Durante a semana, o zagueiro Alemão declarou que esse campeonato seria do tipo “uma final a cada jogo”. Realmente, o começo ansioso e cheio de erros parecia um jogo decisivo. As equipes gastaram bastante tempo se estudando, mas o Avaí, como de costume, deixou maior parte da posse de bola com o adversário para investir nos contra golpes - tivemos a bola nos pés apenas 39% do tempo. Não bastando o número baixo, quando íamos para cima, o nervosismo tomava conta e os dois toques finais não tinham êxito.


Eduardo Valente/Gazeta Press
Eduardo Valente/Gazeta Press

Mais uma vez, Fagner 'Alemão' foi o melhor jogador avaiano em campo


Para se ter ideia, o Vitória trocou 466 passes certos, enquanto o Avaí apenas 235. Como o nosso forte é jogada pela lateral, cruzamos a bola 29 vezes, porém apenas três foram certeiros. Desses três, dois nos deixaram com grito de gol entalado na garganta, quando os cabeceios tiraram tinta da trave. E aquele pênalti não marcado? René, zagueiro deles, derrubou Júnior Dutra na frente do juizão. Nada marcado. “Mas ele não tinha intenção”, posso ouvir alguém dizer. Isso não existe! O jogador assume o risco de causar a penalidade quando ele dá um carrinho dentro da área. Além disso, errou a bola e atropelou Dutra. Poderia ter sido o tão sofrido gol que não saiu. Veja o lance:



Por outro ângulo:



Nossos números defensivos revelam nossa consistência. Desarmamos 24 vezes, eles 8. Após o desarme, na transição para o ataque, pouco deu certo. Foram 30 lançamentos errados e apenas 12 certos. Betão é considerado o xerife da zaga, mas Alemão está jogando muito bem. Ele foi o jogador que mais evoluiu desde o começo da temporada 2017. Hoje, desarmou, rebateu e até saiu para o contra ataque. No início do segundo tempo, quase marcou o gol que nos daria a vitória. 


Claudinei quis mostrar trabalho e colocou os dois reforços recém-apresentados em campo, no segundo tempo. O meia Simião entrou no lugar de Marquinhos (que pouco fez, novamente) e mostrou serviço, sendo aplaudido nos primeiros minutos em campo. Diego Tavares também entrou, mas não fez nada de especial.


Muito está passando na minha cabeça, caro torcedor. Ao mesmo tempo em que temos esperança de subjugar os adversários, pelo menos dentro da Ressacada, sofremos com erros da Série B. De forma geral, passes e lançamentos errados precisam diminuir para otimizar a posse de bola. Semana que vem, na segunda-feira, o Avaí visita o São Paulo. Sem meias palavras, um empate no Morumbi está de bom tamanho para nossa companha de “uma final a cada jogo”.